- Emirados Árabes Unidos dizem que devem produzir o que o mercado global demanda, sem restrições, em cooperação com outros produtores, três dias após deixarem a Opep.
- A saída ocorreu em 1º de maio, ampliando o distanciamento entre os Emirados e a Arábia Saudita, líder da Opep e da Opep+.
- O ministro de Energia, Suhail Al Mazrouei, afirmou que a decisão foi soberana e que os Emirados continuarão trabalhando com muitos países, incluindo ex-parte da Opep.
- Analistas veem a medida como um enfraquecimento da influência da Opep, com possibilidade de maior produção e queda potencial nos preços do petróleo.
- O presidente da ADNOC destacou que a saída atende aos objetivos estratégicos de longo prazo, incluindo acelerar investimentos e ampliar operações.
Os Emirados Árabes Unidos afirmaram que devem produzir o que o mercado global de petróleo demanda, sem restrições, em cooperação com outros produtores. A declaração foi feita pelo ministro da Energia, Suhail Al Mazrouei, em Dubai. O anúncio ocorreu três dias após a saída oficial do país da Opep e da Opep+.
O governo dos Emirados ressaltou que a decisão foi tomada de forma soberana e em termos cordiais. A saída da Opep foi anunciada em 1º de maio, levando a uma mudança de alinhamento com a Arábia Saudita, líder do grupo.
Mazrouei sinalizou que o país avaliará o nível de engajamento com base nas necessidades do mercado e na demanda de suas indústrias locais. A nota reforça a disposição de manter relações com diversos produtores globais.
O presidente da ADNOC, Sultan Al Jaber, reiterou que a saída chega para atender objetivos estratégicos de longo prazo, como acelerar investimentos, ampliar operações e gerar valor no mercado mundial de energia. A postura foi descrita como soberana.
Questionado sobre a reação de parceiros, o ministro afirmou que o grupo reagiu de forma calma e reconheceu a decisão como soberana, sem direcioná-la a ninguém específico. O mercado, por sua vez, observa impactos potenciais nos preços globais.
Contexto e possíveis impactos
Analistas avaliam que a mudança pode reduzir a influência da Opep sobre o mercado de petróleo. Existe expectativa de maior corrida por produção entre produtores independentes, o que pode pressionar os preços para baixo.
Especialistas destacam que o objetivo é manter o abastecimento estável atendendo à demanda mundial, ao mesmo tempo em que se preserva a capacidade de investimento dos Emirados. O mercado acompanha os próximos passos dos Emirados.
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