- Dois destróieres com mísseis guiados da Marinha dos EUA entraram no Golfo para romper o bloqueio iraniano; dois navios mercantes norte‑americanos transitaram pelo estreito de Ormuz.
- O Comando Central dos EUA (Centcom) disse que apoia o “Projeto Liberdade” de Donald Trump e reforça o bloqueio aos portos do Irã.
- O Irã afirmou ter forçado a saída de um navio de guerra americano do estreito, enquanto o Centcom negou o ataque; uma autoridade iraniana mencionou tiro de advertência.
- Em consequência, o petróleo subiu cerca de cinco por cento e depois recuou pela metade.
- Trump afirmou que os EUA guiarão navios para fora dessas vias restritas; o Irã avisou que a passagem deve ser coordenada com suas forças; o Centcom informou apoio logístico com milhares de militares e equipamentos.
Dois destróieres da Marinha dos EUA com mísseis guiados entraram no Golfo para romper o bloqueio iraniano, segundo o Comando Central dos EUA. Ao mesmo tempo, dois navios mercantes de bandeira norte-americana teriam atravessado o estreito de Ormuz, após o Irã afirmar ter impedido a entrada de um navio de guerra na região. As ações integram o suporte ao que o Centcom chama de Projeto Liberdade, voltado a restabelecer o trânsito comercial na área.
O Centcom explicou que as forças dos EUA atuam para reforçar o bloqueio aos portos iranianos e manter a passagem de navios mercantes na região, que envolve o Golfo e o estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o petróleo mundial. A operação ocorre em meio a uma escalada de tensões entre Washington e Teerã, iniciada após a guerra na região.
Segundo relatos, o Irã afirmou ter forçado a retirada de um navio de guerra dos EUA do estreito. O Centcom negou o ataque com mísseis divulgado por agências iranianas, sem confirmar houve dano a navios. Uma autoridade iraniana disse à Reuters que houve um tiro de advertência, sem confirmar danos.
Petróleo e mercados
Pelo menos inicialmente, o preço do petróleo subiu cerca de 5% em função dos relatos de impedimento aos navios de guerra, mas recuou em parte posteriormente. Analistas destacam que o fluxo na região continua instável e dependente de desdobramentos diplomáticos.
Autoridades americanas reiteraram que os navios entram no estreito com a missão de manter o trânsito comercial. O secretário do Tesouro dos EUA, em entrevista, mencionou o controle das rotas no estreito como parte de ações do governo. O governo dos EUA afirma manter o apoio logístico e militar à operação para assegurar a passagem.
Resposta iraniana
O Irã reiterou que a segurança do estreito de Ormuz depende de seus militares e alertou navios estrangeiros sobre a necessidade de coordenação prévia para passagem. O comando unificado das forças iranianas afirmou que qualquer força estrangeira que tente atuar no estreito enfrentará ações.
Contexto estratégico
Desde o início do conflito, o Irã tem restringido a passagem de grande parte dos navios no Golfo, afetando cerca de um quinto das remessas globais de petróleo e gás. Autoridades norte-americanas indicaram o uso de apoio elevado, incluindo tropas, aeronaves e drones, para sustentar a operação.
Avanço operacional
O Centcom informou que mantém apoio logístico e estratégico para a missão de facilitar a navegação. A liderança destacou a importância da estabilidade regional e dos impactos na economia global, sem avanços sobre negociações diplomáticas em curso.
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