- Os EUA afirmaram que, a partir de 4 de maio, vão guiar navios presos no estreito de Ormuz para fora do local, como parte do que chamam de Projeto Liberdade.
- O Irã advertiu que atacará qualquer força estrangeira que entre no estreito, em especial o exército americano, após o anúncio de Trump.
- Cerca de 2 mil navios e 20 mil marinheiros continuam impedidos de deixar o estreito desde o início do conflito.
- O apoio dos EUA envolve cerca de 15 mil militares, destróieres de mísseis guiados e mais de 100 aeronaves, para manter a liberdade de navegação e o bloqueio naval.
- O Paquistão informou a entrega de 22 tripulantes de um navio iraniano apreendido aos iranianos, com coordenação entre Irã, Estados Unidos e Paquistão.
O Irã avisou que atacará forças americanas caso entrem no estreito de Ormuz, em resposta ao anúncio de Donald Trump de que os EUA ajudariam navios presos no local. A operação pretende guiar embarcações para fora do estreito a partir de segunda-feira, horário do Oriente Médio.
Militares dos EUA disseram que a ação envolve destróieres de mísseis guiados, mais de 100 aeronaves e cerca de 15 mil militares, com o objetivo de restabelecer a liberdade de navegação. O estreito é uma rota estratégica para petróleo e mercadorias.
Mais de 2 mil navios e 20 mil marinheiros ficaram retidos no estreito desde o início da tensão entre Washington e Teerã. A comunidade internacional acompanha o impacto sobre o comércio global e o abastecimento de energia.
O que é o Projeto Liberdade
Trump chamou a operação de Projeto Liberdade e afirmou que muitos navios enfrentam escassez de comida. O anúncio foi feito nas redes sociais, sem detalhar países beneficiados. O Irã, por meio da TV estatal, rebateu, dizendo que o estreito está sob controle iraniano.
O Irã disse que qualquer força estrangeira que tente entrar no estreito será alvo, em tom de alerta para as forças americanas. O posicionamento ocorreu dias após o Irã ter recebido apoio internacional para o uso do estreito, ainda que com críticas a medidas de bloqueio.
Reações internacionais e negociações
A Organização Marítima Internacional aprovou uma resolução condenando a interrupção do tráfego, mas destacou a necessidade de ajuda prática aos marinheiros retidos. O chefe da OMI afirmou a importância de priorizar ações concretas para os 20 mil trabalhadores envolvidos.
O Paquistão informou que 22 tripulantes de um navio iraniano apreendido pelos EUA foram transferidos para o Paquistão e devem ser entregues ao Irã. A medida faz parte de uma complexa negociação envolvendo Irã, EUA e intermediários.
Autoridades americanas reiteraram que o apoio à operação é defensivo e visa manter o fluxo comercial global. A comunidade internacional observa se há avanços diplomáticos ou novas ações militares no Golfo Pérsico.
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