- A empresa de caça comercial de baleias da Islândia, Hvalur hf., planeja retomar a caça à baleia-fin em verões, após pausa de dois anos nas operações comerciais.
- Em 2024, o governo islandês concedeu à empresa uma licença de cinco anos para capturar até 209 baleias-fin por ano, mas não houve caça em 2024 nem em 2025.
- O Instituto de Pesquisas Marinhas e de Águas Doce da Islândia recomendou que não sejam capturadas mais do que 150 baleias em 2026, uma redução de 28% em relação às recomendações anteriores.
- A baleia-fin é classificada como vulnerável pela Lista Vermelha da IUCN; é o segundo maior animal do planeta e tem reprodução lenta, o que dificulta a recuperação populacional.
- Em 2025, o CEO da Hvalur hf., Kristján Loftsson, disse que o mercado japonês estava desfavorável e que “a viabilidade econômica da caça é praticamente nula”; a temporada de 2026 depende de eventual legislação a ser apresentada no outono.
A empresa de aproveitamento comercial de baleias Hvalur hf. planeja retomar a caça às baleias-fin em pleno verão, após dois anos de pausa nas operações comerciais. A decisão ocorre mesmo com alertas de bem-estar animal e pressão internacional sobre a caça.
Em 2024, o governo da Islândia concedeu à Hvalur hf. uma licença de cinco anos para capturar até 209 baleias-fin por ano. Entretanto, a empresa não realizou nenhuma caça em 2024 nem em 2025.
O Instituto de Pesquisas Marinhas e de Águas Dulces da Islândia recomendou, para 2026, a captura de no máximo 150 baleias-fin, uma redução de 28% em relação às estimativas anteriores. Baleias-fin são classificadas como vulneráveis pela IUCN.
As baleias-fin são o segundo maior animal da Terra, após as baleias-azuis. Conservacionistas destacam que a espécie amadurece lentamente e tem baixa taxa reprodutiva, o que dificulta a recuperação de populações sob pressão.
Depois da moratória de 1982 da Comissão Internacional da Baleia, poucos países retomaram a prática. Islândia, Japão e Noruega ainda permitem a caça, mas autoridades locais discutem mudanças.
A ministra de Indústrias da Islândia, Hanna Katrín Friðriksson, teria sinalizado que a caça comercial não é de interesse público e afirmou que legislação para proibir a prática será apresentada no outono, após a temporada de 2026.
Preocupações sobre bem-estar animal persistem. Um relatório de 2023 da Autoridade de Alimentação e Veterinária da Islândia indicou que mais de 40% das baleias não morrem imediatamente após o impacto da harpunada, com tempo mediano de 11,5 minutos até a morte, chegando a casos de duas horas.
Para a Whale and Dolphin Conservation, a execução de uma caça humanitária é improvável, devido a condições de mar e movimento das embarcações. O desenvolvimento é questionado por ativistas e pesquisadores que acompanham o tema.
Ainda segundo a organização, menos de 2% dos islandeses consomem carne de baleia com regularidade. A demanda japonesa, tradicionalmente o principal mercado, caiu cerca de 99% na relação entre os anos fiscais 2023-24 e o anterior.
Em 2025, Loftsson afirmou que o mercado japonês estava desfavorável, deixando os preços baixos demais para justificar a pesca. A discussão agora se volta a um possível marco legal para formalizar ou não a continuidade da atividade na próxima temporada.
Contato para comentários não havia sido divulgado pela Hvalur hf. nem pelo Ministério de Indústrias da Islândia até o fechamento deste texto.
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