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Itália abre investigação por sequestro após ação israelense contra flotilha

Procuradoria de Roma investiga sequestro de pessoas após interceptação de flotilha rumo a Gaza; brasileiro Thiago Ávila está entre os detidos

O brasileiro Thiago Ávila, atualmente detidos em Israel e que, no momento da prisão, estava em uma embarcação italiana.
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  • A Procuradoria de Roma abriu investigação por sequestro de pessoas após a interceptação, na quinta-feira, dos barcos da Flotilha para Gaza pelas forças israelenses, envolvendo ativistas de várias nacionalidades.
  • O crime envolve o espanhol Saif Abu Keshek e o brasileiro Thiago Ávila, ambos detidos em Israel e que, no momento da prisão em águas internacionais, estavam em uma embarcação de bandeira italiana.
  • Um tribunal israelense prorrogou por dois dias a detenção dos ativistas.
  • Mais de cento e setenta ativistas foram detidos em quase 20 barcos, segundo os organizadores, em uma operação que visava romper o bloqueio a Gaza em águas internacionais próximas a Creta.
  • Esta é a segunda tentativa da Global Sumud Flotilla de chegar a Gaza; em 2025 houve detenção de centenas de ativistas durante uma viagem anterior.

A Procuradoria de Roma abriu uma investigação por sequestro de pessoas após a interceptação de barcos da Flotilha para Gaza por forças israelenses. A ação ocorreu na quinta-feira, 30 de abril, em águas internacionais próximas a Creta.

Segundo relatos, o crime envolve Saif Abu Keshek, espanhol, e Thiago Ávila, brasileiro, que estavam em uma embarcação de bandeira italiana quando foram detidos em Israel. A prisão ocorreu durante a operação contra a flotilha.

Um tribunal israelense prorrogou a detenção dos ativistas por mais dois dias, conforme decisão divulgada no último fim de semana. A intervenção gerou várias denúncias internacionais sobre a legalidade da ação.

A flotilha, organizada pela Global Sumud Flotilla, envolve quase 20 barcos e mais de 170 ativistas de diversas nacionalidades. Os organizadores buscavam romper o bloqueio de Gaza, com passagem pela região norte do mar Mediterrâneo.

A operação, descrita como pacífica por Israel, ocorreu a centenas de quilômetros de Gaza e a uma distância considerável das costas israelenses, em águas internacionais perto de Creta.

Historicamente, casos semelhantes já geraram investigações pela Procuradoria de Roma. Em 2025, a primeira viagem da iniciativa resultou na detenção de centenas de ativistas, incluindo Greta Thunberg, ainda que o desfecho tenha seguido com expulsões posteriores.

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