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Liberdade de imprensa perde qualidade nas Américas, aponta estudo

Proibição de entrada de jornalistas na Casa Rosada e ataques nas redes acendem alerta sobre golpe à liberdade de imprensa na América, avalia Carlos Lins da Silva

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  • O presidente argentino Javier Milei proibiu jornalistas credenciados de entrar na Casa Rosada e os insultou em suas redes, alegando espionagem.
  • O colunista Carlos Eduardo Lins da Silva diz que a medida ameaça a liberdade de imprensa, comparando-a a ações de Donald Trump.
  • Entidades internacionais criticaram a atitude, que contribuiu para a Argentina perder 11 posições no ranking da Repórteres Sem Fronteiras em relação ao ano anterior.
  • O Brasil ficou na 52ª posição entre 180 países no ranking, a melhor colocação em muito tempo; os Estados Unidos caíram para a 64ª posição.
  • Lins da Silva aponta preocupação com a situação na Argentina, principalmente ante as eleições deste ano, que podem afetar o cenário regional.

O presidente argentino Javier Milei proibiu a entrada de jornalistas credenciados à Casa Rosada e passou a atacar publicamente profissionais nas redes sociais. A medida foi anunciada após alegação de que dois jornalistas estariam fazendo espionagem, segundo o governo. A atuação é alvo de críticas nacionais e internacionais.

O colunista Carlos Eduardo Lins da Silva analisa que a postura representa um risco para a liberdade de imprensa na América, comparando-a a estratégias associadas a autoridades que confrontam a imprensa. Segundo ele, haverá consequências negativas para a atuação de veículos independentes na região.

Lins da Silva lembra episódios anteriores no Brasil, citando a restrição de acesso a jornalistas durante gestões de outros governos, e observa um ambiente de maior alerta para a imprensa diante de lideranças populistas de direita.

Contexto regional

De acordo com organizações internacionais, gestos que limitam o acesso da imprensa costumam reduzir a qualidade jornalística e o papel de monitoramento democrático. A Argentina é apontada como protagonista de um aumento de restrições, segundo o levantamento de assessorias especializadas.

O Brasil, por sua vez, aparece em posição de destaque no ranking de liberdade de imprensa, ocupando a 52ª posição entre 180 países avaliados pelo mesmo estudo. A variação é vista como positiva para o país, diante de quedas verificadas em outras nações da região.

Os Estados Unidos registraram recuo recente no índice, chegando à 64ª colocação. Especialistas destacam que o cenário de 2024 traz desafios para a defesa de imprensa independente em diversos países, com impactos diretos na cobertura de temas públicos.

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