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Líder xiita libanês rejeita negociações com Israel enquanto guerra durar

Nabih Berri rejeita negociações com Israel até o fim da guerra no sul do Líbano, mantendo o impasse que complica a mediação dos EUA

O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri — Foto: REUTERS/Mohamed Abd El Ghany
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  • Nabih Berri, presidente do Parlamento do Líbano, afirmou que não haverá negociações com Israel enquanto durar a guerra no sul do Líbano, mesmo com o cessar-fogo vigente.
  • O Irã afirma que qualquer acordo para encerrar o conflito deve incluir o fim dos combates no Líbano, enquanto Washington sustenta que as questões são separadas.
  • Israel continua com operações no sul do Líbano, ordenando a evacuação de moradores de vilarejos e demolindo estruturas, enquanto o Hezbollah também realiza ataques às forças israelenses.
  • O governo libanês busca um acordo permanente com Israel, não necessariamente um tratado de paz; Israel reivindica o desarmamento permanente do Hezbollah e o fim dos ataques.
  • O balanço de vítimas mostra mais de 2.600 mortos no Líbano desde 2 de março, segundo o Ministério da Saúde; Israel registra 17 seus soldados mortos e dois civis mortos em ataques do Hezbollah.

O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, afirmou nesta segunda-feira que não haverá negociações com Israel enquanto a guerra no sul do Líbano não cessar, mesmo com o cessar-fogo vigente. A declaração foi feita durante a evacuação de moradores de vilarejos na região.

Berri ressaltou que a prioridade é interromper a violência antes de qualquer processo político, e declarou que não aceitará negociações sem garantias de que os ataques israelenses vão parar. O posicionamento foi divulgado pelo gabinete dele.

A imprensa local informou que, no momento, forças israelenses ordenaram a saída de moradores de mais quatro vilarejos no sul do Líbano, em meio a operações contínuas contra o Hezbollah. O exército israelense alega violação do cessar-fogo pelo grupo.

Segundo o Hezbollah, 11 operações foram realizadas contra forças israelenses no sul do Líbano no domingo, conforme a organização. O grupo continua atacando posições israelenses, mantendo a tensão na região.

O Irã condiciona um acordo de encerramento do conflito à suspensão dos confrontos no território libanês; Washington sustenta que as questões são separadas, buscando mediadores próximos aos dois lados. O governo libanês não defende explicitamente um tratado de paz.

O cessar-fogo, firmado em abril e estendido para maio, reduziu a intensidade dos confrontos, mas não cessou os ataques. Israel mantém tropas na região, com ações contínuas de demolição de estruturas no litoral.

O governo libanês mira um acordo permanente com Israel para interromper invasões e ataques, sem, contudo, firmar compromisso de desarmar o Hezbollah. Os Estados Unidos já se reuniram com representantes de ambos os países na semana passada.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou haver boa chance de um acordo neste ano e mencionou a possibilidade de promover reunião entre Benjamin Netanyahu e o presidente libanês Joseph Aoun. O Hezbollah e Berri são contrários a reuniões diretas.

O Exército libanês aponta números oficiais: mais de 2.600 mortos no Líbano desde 2 de março, segundo o Ministério da Saúde, enquanto Israel registra 17 soldados mortos e dois civis em ações do Hezbollah.

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