- Lula se reunirá com o presidente dos EUA, Donald Trump, na quinta-feira, 7 de maio de 2026, encontro negociado desde o início do ano e adiado devido à guerra no Irã.
- A reunião havia sido anunciada para março deste ano.
- Desde o início do conflito no Oriente Médio, Lula tem aumentado o tom crítico contra Trump.
- O vice‑presidente Geraldo Alckmin afirmou que a reunião é muito importante e que é relevante melhorar a relação na área tarifária, já que os EUA têm déficit comercial com muitos países, mas não com o Brasil.
- Em 2023, Lula e Trump se encontraram na ONU, houve elogios à “química” entre eles, e em reunião na Malásia o clima foi amistoso, porém as tarifas de 50% não foram revogadas; o ministro Mauro Vieira citou expectativa de negociação bilateral em setores da tributação atual.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se reunir com o presidente dos EUA, Donald Trump, na quinta-feira, 7 de maio de 2026. O encontro, negociado desde o começo do ano, foi adiado por causa da guerra no Irã.
Lula tem adotado tom crítico em relação a Trump desde o início do conflito no Oriente Médio. O presidente brasileiro já disse que Trump não é “imperador do mundo” e pode usar a força para pressionar outras nações, o que gerou reação entre aliados.
No mês passado, após a reunião de cúpula da ONU, Trump elogiou a conversa de forma breve. Ainda houve encontro entre os dois em uma viagem à Malásia, que não alterou tarifas dos EUA sobre o Brasil.
Agenda e cenário bilateral
O governo brasileiro classifica a reunião como fundamental para buscar uma relação comercial mais equilibrada. O Brasil sustenta que há déficit norte-americano com diversos parceiros, mas não com o Brasil, e vê espaço para avanços em acordos setoriais.
Após a série de encontros, o tema tarifas manteve-se como ponto crítico nas negociações. O Ministério das Relações Exteriores informou que há interesse de avançar com um entendimento gradual que trate de diferentes setores da tributação norte-americana.
A gestão aponta que, apesar de avanços diplomáticos, não houve revogação de impostos aplicados anteriormente pelos EUA. Autoridades destacam que o diálogo contínuo busca reduzir barreiras e ampliar o comércio bilateral sem rupturas abruptas.
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