- O navio MV Hondius, de bandeira holandesa, ficou retido próximo a Cabo Verde com cerca de 150 pessoas a bordo.
- Suspeita de hantavírus levou autoridades a confirmar o vírus em um dos pacientes com sintomas, enquanto três pessoas morreram (casal holandês e cidadã alemã).
- Uma pessoa britânica que deixou o navio foi tratada na África do Sul; outros com sintomas ainda não estão confirmados com o vírus.
- A Organização Mundial da Saúde afirmou que o risco ao público em geral é baixo; as autoridades locais não permitiram atracar o navio como medida de precaução.
- A Oceanwide Expeditions informou que pretende repatriar dois tripulantes com sintomas, além de discutir desembarque de passageiros nas ilhas de Las Palmas e Tenerife.
O navio de cruzeiro MV Hondius, com bandeira holandesa, ficou retido próximo a Cabo Verde após surgir um surto de hantavírus a bordo. O navio transporta principalmente passageiros britânicos, americanos e espanhóis, segundo autoridades locais.
Três pessoas morreram: um casal holandês e um cidadão alemão. Outras pessoas adoeceram, incluindo um britânico que já recebeu tratamento na África do Sul. Cerca de 150 tripulantes e passageiros ficaram retidos no navio, em área marítima próxima à África Ocidental.
O RIVM, órgão holandês de saúde, confirmou a presença do hantavírus em um paciente com sintomas. A Holanda informou que ainda não está claro se as demais pessoas com sintomas estavam infectadas ou se as mortes adicionais foram causadas pelo vírus. O risco para o público geral é considerado baixo pela OMS.
Situação e medidas de segurança
As autoridades de Cabo Verde não permitiram o atracamento do navio como precaução. A Oceanwide Expeditions, operadora do navio, afirmou que todos os passageiros foram obrigados a permanecer em suas cabines para evitar disseminação. A empresa busca organizar repatriação de dois membros da tripulação com sintomas, além de procedimentos para o redor do corp0 do alemão falecido.
Contexto clínico e origem do surto
O hantavírus pode causar doença respiratória grave e costuma transmitirse por partículas de fezes ou urina de roedores. A transmissão entre humanos é rara. Não há medicamento específico; o tratamento é de suporte, com ventilação em casos graves. A OMS afirma que o risco ao público é baixo e não há necessidade de pânico ou restrições de viagem.
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