- Vladimir Putin ordenou um cessar-fogo de dois dias, 8 e 9 de maio, para marcar o aniversário da derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.
- A decisão, segundo a agência RIA, partiu do próprio presidente e foi anunciada pelo Ministério da Defesa russo.
- O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reagiu dizendo que a ideia não é séria e afirmou que Kiev não recebeu proposta oficial.
- O Kremlin informou que a trégua, discutida em conversa entre Putin e o presidente dos EUA na semana passada, abrangeria o dia 9 de maio, com desfile estatal reduzido.
- O ministério da Defesa russoalertou que, se a Ucrânia tentar atrapalhar o desfile, haverá ataque massivo de mísseis em Kiev; a Ucrânia tem atingido alvos próximos a indústrias petrolíferas russas e terminais marítimos.
Vladimir Putin anunciou nesta segunda-feira um cessar-fogo de dois dias para o conflito com a Ucrânia, coincidindo com as celebrações do Dia da Vitória. A suspensão das hostilidades ocorreria nos dias 8 e 9 de maio, conforme informou o Ministério da Defesa russo, citando a própria autoridade.
A ideia contou com a participação de autoridades russas e foi mencionada após uma ligação entre os presidentes de Rússia e EUA, segundo o Kremlin. O objetivo seria marcar o aniversário da derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra, com um desfile militar reduzido em Moscou.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reagiu afirmando que a proposta não é séria e disse que Kiev não recebeu nenhuma proposta oficial. Em semanas anteriores, uma trégua durante a Páscoa Ortodoxa também não prosperou, com acusações recíprocas de violação.
O ministério da Defesa russo informou que, se a Ucrânia tentar atrapalhar o desfile de 9 de maio, poderá ocorrer um ataque massivo com mísseis em Kiev. A mensagem reforça a leitura de risco elevado de confrontos próximos ao centro ucraniano.
Na prática, a Rússia já havia anunciado um desfile menor para o 9 de maio, citando preocupações com possíveis ataques de Kiev. A notícia sobre a trégua surge em meio a ataques ucranianos que atingem alvos em áreas industriais russas.
Analistas destacam que a tensão permanece alta, com a Ucrânia relatando avanços no território russo e Moscou sinalizando retaliação em caso de hostilidades. O contexto envolve ações mútuas de retaliação e a atual estratégia de ambos os lados.
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