- O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que líderes europeus receberam bem a mensagem de Donald Trump sobre o Irã, após o anúncio repentino da retirada de 5.000 soldados americanos da Alemanha.
- Ele disse que, apesar de os Estados Unidos terem ficado decepcionados com a reação europeia, os europeus entenderam a mensagem e estão avançando no tema.
- A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ressaltou que é preciso mais independência em defesa e segurança, e acelerar a produção de equipamentos militares.
- A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, observou que o anúncio foi uma surpresa para os europeus, mas a decisão já era esperada, fortalecendo o pilar europeu da Otan.
- O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que os europeus estão dispostos a aumentar gastos com defesa e construir soluções comuns para a segurança.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou nesta segunda-feira, 4, que os líderes europeus receberam de forma positiva a mensagem de Donald Trump sobre o Irã, após o anúncio súbito da retirada de soldados americanos da Alemanha. A declaração foi feita ao chegar a uma cúpula na Armênia.
Segundo Rutte, os contatos entre os líderes europeus indicam que compreenderam a mensagem dos EUA e estão avançando nesse tema. Ele destacou que a posição dos países é de apoio a uma estratégia coordenada na região.
A decisão de reduzir as tropas no território alemão deixou os europeus abalos, mas gerou compromisso com o fortalecimento de capacidades de defesa. A reação visa assegurar maior autonomia estratégica frente a futuras crises.
Reforço da defesa europeia
Para a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, o anúncio foi uma surpresa, ainda que a decisão já estivesse prevista. Ela ressaltou a necessidade de fortalecer o pilar europeu da OTAN.
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que os europeus devem ampliar gastos com defesa e desenvolver soluções comuns, visando aumentar a segurança coletiva na região. O tema segue em pauta em encontros oficiais.
Redução das forças americanas
Donald Trump criticou parceiros europeus por não contribuírem com operações no Estreito de Ormuz. A apreensão inclui a possível redução de forças na Alemanha, segundo o chanceler alemão, Friedrich Merz, que afirmou que há questionamentos sobre a estratégia em relação ao Irã.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que o momento de retirar tropas é relevante, mas reforçou a necessidade de aumentar a independência em defesa e acelerar a produção de equipamentos. Europol e iniciativas de defesa comum foram citadas como caminhos a seguir.
Entre na conversa da comunidade