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Acidente de avião na China: falha de combustível causa mortes, diz relatório

National Transportation Safety Board (NTSB) aponta que, em cruzeiro, interruptores de combustível foram movidos para cut-off, cortando o abastecimento aos dois motores e alimentando hipótese de ação deliberada

Rescue teams with a piece of the fuselage of China Eastern passenger jet
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  • Um Boeing 737 da China Eastern caiu em 2022, matando 132 pessoas a bordo; dados da NTSB indicam corte de combustível durante o voo.
  • As alavancas de combustível dos dois motores foram movidas para a posição de “cut-off” em cruzeiro, sugerindo uma provável ação intencional.
  • O acidente ocorreu durante a aproximação a Guangzhou, após mais de uma hora de voo, com queda rápida do avião.
  • As informações vieram de um dos “caixas-pretas” do avião, analisado pela NTSB em Washington, após recuperação do local do desastre.
  • A Administração de Aviação Civil da China (CAA) lidera as investigações; ainda não há relatório final divulgado, citando questões de segurança nacional.

O relatório da National Transportation Safety Board (NTSB) dos EUA aponta que o avião Boeing 737 da China Eastern teve o fornecimento de combustível cortado no meio do voo, o que contribuiu para a queda em 2022. A aeronave caiu em uma encosta de uma região montanhosa, ceifando 132 vidas.

Segundo os dados divulgados pela NTSB, os interruptores de combustível de ambos os motores foram movidos para a posição de corte em uma altitude de cruzeiro de aproximadamente 8.839 metros (29.000 pés). A evidência sustenta a hipótese de que a queda pode ter sido intencional. O registro foi obtido de uma das caixas-pretas da aeronave.

O voo MU5735 partiu de Kunming, capital de Yunnan, com destino a Guangzhou, no mesmo dia. O trajeto durou pouco mais de uma hora antes da queda repentina, quando os dados de rastreamento mostram uma queda de milhares de metros em menos de três minutos.

Contexto e participação de autoridades

A Administração de Aviação Civil da China (CAA) liderou as investigações, já que o acidente ocorreu no território chinês. Embora a NTSB tenha participado como assistente, a natureza da causa permanece sob análise pelos peritos chineses, com várias possibilidades examinadas, incluindo ação deliberada, erro humano e falhas técnicas.

As autoridades locais relataram que as comunicações com a aeronave durante a descida não tiveram resposta. A CAA destacou que a crew possuía licenças válidas e estava devidamente descansada, sem indicar conclusão sobre o motivo do acidente.

Ainda não há um relatório final divulgado pela China sobre o caso. As autoridades chinesas mencionaram questões de segurança nacional que dificultam a divulgação de informações adicionais no momento.

O acidente é lembrado como um dos mais graves da aviação civil na China nas últimas décadas, ressaltando avanços na segurança aérea, ao mesmo tempo em que mantém o escrutínio internacional sobre as causas.

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