- Tensões no Estreito de Ormuz aumentaram, colocando em risco a trégua anunciada por Donald Trump e a mobilização de navios para acompanhar embarcações no canal.
- O Comando Central dos Estados Unidos afirma ter destruído seis navios iranianos e interceptado mísseis e drones lançados contra navios da Marinha e navios comerciais; Teerã nega a necessidade de afundar navios.
- A Marinha do Irã diz ter feito disparos de advertência contra navios americanos que teriam entrado no estreito; Emirados Árabes Unidos acusam Teerã de lançar quatro drones, doze mísseis balísticos e três mísseis de cruzeiro contra seu território.
- Donald Trump, em rede social, sugeriu cooperação com a Coreia do Sul e afirmou que, até agora, apenas um navio sul-coreano sofreu danos, mantendo que outros atravessaram o estreito sem problemas.
- Analistas citados ressaltam que o cessar-fogo é frágil e que o uso da força pode continuar para controlar o estreito; o cenário pode levar a uma escalada ou a um retorno a um status quo tenso, dependendo das ações de EUA e Irã e da disposição de empresas de navegação em transitar pelo canal.
As tensões no Estreito de Ormuz se intensificaram, colocando em risco a trégua anunciada por Donald Trump. O governo americano afirmou ter destruído seis navios iranianos e interceptado mísseis e drones, em resposta a supostos ataques contra embarcações da Marinha e navios comerciais. Teerã negou parte das acusações e disse ter feito disparos de advertência.
A Marinha do Irã admitiu disparos de advertência contra navios norte-americanos que teriam entrado no estreito, um corredor estratégico para o comércio mundial. Em paralelo, Emirados Árabes Unidos acusaram Teerã de lançar quatro drones, 12 mísseis balísticos e três de cruzeiro contra território árabe. Caso confirmado, seria o primeiro ataque iraniano desde o início da trégua, em 8 de abril.
Trump, em suas redes sociais, afirmou que os EUA guiariam navios pelo Estreito de Ormuz e sugeriu cooperação com a Coreia do Sul. O presidente afirmou que apenas um navio sul-coreano sofreu danos e que a região vive momento de tensão com possibilidade de escalada.
Análise de especialistas
Brad Martin, capitão aposentado da Marinha dos EUA e pesquisador da Rand Corporation, disse ao Correio que ambos os lados podem usar a força para controlar o estreito. Ele aponta que o cessar-fogo é frágil e que navios mercantes podem evitar o tráfego independentemente das declarações.
Eugene Gholz, professor da Universidade de Notre Dame, afirmou que o conflito permanece ativo, mesmo com o cessar-fogo parcial. Segundo ele, o bloqueio continua como instrumento de pressão, elevando o risco de novas escaladas caso haja ataques. A avaliação é de que a situação demanda cautela de navios comerciais e governos.
Perspectivas
Gholz ressaltou que a mudança de status quo, com a orientação de passagem de navios pelos EUA, pode gerar resposta iraniana. Ele citou a dificuldade de confirmar ataques reais, dadas fontes divergentes, e advertiu que a região pode oscilar entre contenção e nova escalada, dependendo das decisões militares e de navegação.
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