- Brasil tem pouco mais de dois milhões de migrantes e refugiados; cerca de 415 mil estão empregados formalmente e o estoque de trabalhadores imigrantes aumentou, em média, 22,6% ao ano entre 2010 e 2025.
- Cubanos chegam com cerca de 84 mil indivíduos no país; desde 2019 a via mais usada passou a ser a solicitação de refúgio, com mais de 40 mil pedidos em 2025, acima dos venezuelanos.
- No caso venezuelano, há queda nos registros de residência e refúgio nos últimos dois anos, mas sem confirmar tendência de queda estável, com mudanças no perfil demográfico, mais mulheres e mais crianças de 0 a 14 anos.
- O OB Migra aponta que a presença migrante não está restrita a Roraima; ações do Estado devem alcançar Amazonas e estados da região Sul.
- No ensino, há maioria de imigrantes no ensino fundamental (mais de 140 mil; 62,4% do total) e 17,2% na educação infantil; a renda média dos trabalhadores imigrantes caiu de R$ 15,5 mil (2010) para R$ 4.500 (2024).
O Brasil registra pouco mais de 2 milhões de migrantes e refugiados, segundo o Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra). Do total, cerca de 415 mil estão com emprego formal. Os números correspondem a estimativas para o início de 2026.
A análise detalha a composição e as tendências por origem, destacando venezuelanos, haitianos, cubanos e angolanos. O relatório aponta que, mesmo com queda recente de registros venezuelanos, não se pode afirmar uma tendência de redução estável, diante de contextos econômicos incertos.
Perfil e distribuição
O OBMigra observa mudanças demográficas entre venezuelanos, com maior participação de mulheres e, principalmente, crianças de 0 a 14 anos. O edital ressalta a necessidade de ações públicas voltadas a esse grupo, especialmente mulheres e menores.
A distribuição geográfica já não se restringe ao Norte. Além de Roraima, Estados como Amazonas e a região Sul apresentam alta concentração de migrantes, exigindo políticas integradas nessas áreas.
Emprego e renda
Entre os migrantes, o estoque de trabalhadores cresceu de 50 mil em 2010 para 415 mil em 2025, com alta concentração em ocupações de menor qualificação. A renda média caiu de cerca de R$ 15,5 mil para R$ 4,5 mil ao longo do período.
O texto aponta possível inconsistência de status de alguns trabalhadores, inclusive com formação superior, que atuam em funções básicas, impactando rendimentos e oportunidades de carreira.
Cubanos e venezuelanos
O fluxo cubano ganhou expressão expressiva, com estimativa de 84 mil cubanos no Brasil. Desde 2019, a via preferida para regularização tem sido a solicitação de refúgio, superando a venezuelana em 2025 com mais de 40 mil pedidos.
No caso venezuelano, a queda observada não elimina a complexidade do cenário, que envolve fatores econômicos e fluxos contínuos de imigração, segundo o OBMigra.
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