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CEO da NVIDIA diz que China não deveria ter GPUs de IA como Blackwell

CEO da Nvidia afirma que a China não deveria receber Blackwell e Rubin, mantendo a liderança dos EUA em IA e impactos sobre exportações e segurança tecnológica

Créditos: Reprodução/Nikkei Asia (Yifan Yu)
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  • Jensen Huang disse, em conferência em Los Angeles, que a China não deveria ter GPUs de IA avançadas como Blackwell e Rubin.
  • A declaração ocorreu durante a Milken Institute Global Conference, com Huang defendendo a dianteira dos EUA no mercado global de aceleradores de IA.
  • A NVIDIA afirmou que não enviou unidades novas do H200 para clientes chineses no primeiro trimestre fiscal de 2026, mantendo a fatia da China em zero por cento.
  • A AMD vendeu cerca de US$ 390 milhões em chips de IA para clientes chineses no mesmo período, destacando a diferença entre as fabricantes.
  • A explicação da NVIDIA para a ausência de envios envolve a disponibilidade de capacidade na TSMC (linhas N4/N5) e a futura produção de Rubin em N3, que pode liberar espaço para o retorno de notebooks no H200.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou que a China não deveria receber GPUs de IA avançadas como a Blackwell. A declaração ocorreu durante a Milken Institute Global Conference, em Los Angeles, na terça-feira. Huang citou nominalmente Blackwell e Rubin como itens que não deveriam sair dos EUA. A fala foi registrada por veículos asiáticos e ganhou destaque internacional.

Segundo Huang, a presença de chips americanos no mercado internacional ajuda a arrecadar impostos, fortalecer a economia e contribuir para a segurança nacional. Ele defendeu que os Estados Unidos mantenham a dianteira no mercado global de aceleradores de IA e destacou que a produção e a exportação passam por controles estratégicos.

A conferência reuniu banqueiros, executivos e investidores, com Huang reiterando a posição da Nvidia a respeito de restrições aos envios para a China. A empresa já está sob autorização para o H200, mas com cobrança de 25% do faturamento destinado ao Tesouro dos EUA, conforme acordo anterior.

Situação atual do H200 e impacto no portfólio

Apesar da liberação do H200 para a China, a Nvidia não enviou unidades novas ao país no último trimestre fiscal. A própria empresa informou queda da participação de mercado chinesa de IA para zero, e a geração Hopper tem sido pouco apresentada nos resultados.

A rival AMD informou vendas de cerca de US$ 390 milhões para clientes chineses no mesmo período, com o Instinct MI308X autorizado para exportação. A Nvidia permanece com a posição de não disponibilizar Blackwell e Rubin para clientes na China.

Panorama de produção e próximos passos

O motivo produtivo envolve a capacidade da TSMC, com linhas N4 e N5 dedicadas a Hopper e Blackwell. A Nvidia prefere manter Blackwell para o mercado norte-americano, onde a margem é maior, e ainda depende da entrada de Rubin em produção em N3 para liberar espaço.

A equação pode mudar se Rubin entrar em volume, o que pode liberar capacidade em N4 e N5 e permitir retomar envios do H200 para a China. A empresa não sinaliza prazos, apenas mantém a estratégia de restrição a Blackwell e Rubin.

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