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Com vodka grátis e protestos, Rússia retorna às Olimpíadas da Arte

Rússia retorna à Bienal de Veneza sem obras, com Toloka Ensemble e vodka grátis; protestos surgem, porém a abertura transcorre sem interrupções

Russia’s pavilion at the Venice Biennale this week features folk and electronic music. It will shutter when the other pavilions open to the public on Saturday.
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  • A Rússia voltou à Bienal de Veneza sem exibir obras, apresentando seis integrantes do Toloka Ensemble que cantaram canções tradicionais no pavilhão.
  • Em vez de pinturas ou esculturas, houve performances de áudio e música eletrônica rápida, com bartenders servindo vodca double gratuita aos visitantes.
  • A abertura ocorreu na terça-feira, voltada à imprensa, e gerou indignação na Itália e em toda a Europa.
  • Não houve protestos dentro do pavilhão no primeiro dia; cartazes anti-Rússia ficaram expostos na cidade nas proximidades.
  • A Bienal já havia anunciando que não receberia artistas com vínculos ao governo russo enquanto a guerra na Ucrânia persistir.

A Bienal de Veneza abriu as portas para a Rússia, em uma retomada marcada por controvérsia e controvérsias diplomáticas. Em vez de um pavilhão com pinturas ou esculturas, o país posicionou o Toloka Ensemble no espaço dedicado à Rússia, apresentando canções folclóricas diante de repórteres. A iniciativa é vista como um esforço de normalizar a atuação russa no cenário cultural internacional, após a reforma da relação com a guerra na Ucrânia.

O grupo Toloka Ensemble, formado por seis integrantes, subiu ao palco sob uma grande instalação de flores. De acordo com a organização, o objetivo foi oferecer uma leitura musical da cultura russa, diferente do formato tradicional de pavilhão nacional. A apresentação ocorreu na abertura da imprensa, na terça-feira, durante a edição atual da Bienal.

A ambientação incluía ainda elementos sonoros e performances artísticas, com DJs executando música eletrônica em alta velocidade e bartenders servindo vodkas gratuitas a visitantes, ao lado de peças sonoras em exibição. A proposta, segundo organizadores, é ampliar a experiência imersiva do espaço.

Em termos de público, houve menos visitantes do que nos pavilhões mais populares da Bienal. O retorno da Rússia ao evento gerou críticas em parte da imprensa italiana e de públicos europeus, que questionam a legitimidade da participação em meio ao conflito.

Quanto aos protestos, ativistas haviam instalado cartazes anti-Rússia ao redor de Veneza, mas não houve interrupção significativa durante o primeiro dia de previsão para a imprensa. A organização não informou novas ações para os próximos dias.

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