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Diário pessoal do presidente da OpenAI vira foco em caso entre Musk e Altman

Na segunda semana do julgamento, o diário pessoal de Greg Brockman ganha foco, alimentando acusações de transformação da OpenAI em lucro e responsabilização

Greg Brockman, president of OpenAI, accompanied by his wife, Anna, arrives at a federal courthouse to attend the trial in Elon Musk’s lawsuit, in Oakland, California, on Tuesday.
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  • O caso de Elon Musk contra a OpenAI entra na segunda semana, com foco em Greg Brockman e no seu diário pessoal.
  • Musk alega que Brockman, OpenAI e Sam Altman transformaram a empresa em for-profit e teriam enriquecido indevidamente; busca a remoção dos executivos e a reversão da estrutura, além de cobrar 134 bilhões de dólares para a nonprofit.
  • O diário de Brockman, escrito durante os anos de fundação da OpenAI, tornou‑se peça central; trechos são usados pelos advogados de Musk, enquanto a defesa afirma que muitos estão fora de contexto.
  • Em depoimento, Brockman disse que queria um plano de receita para a companhia além de doações; houve perguntas tensas sobre trechos como “seria bom ganhar bilhões”.
  • OpenAI sustenta que Musk sempre soube da intenção de criar uma estrutura for-profit; o diário também figure em outra ação que envolve divulgação a jornais, como o New York Times, em processo de propriedade intelectual.

O caso de Elon Musk contra OpenAI entra na sua segunda semana, com o foco se deslocando para Greg Brockman, presidente da empresa. Durante horas na segunda e terça, Brockman prestou depoimento e respondeu a perguntas sobre seus e-mails, mensagens e um elemento-chave do processo: seu diário pessoal.

A ação movida por Musk alega que Brockman, OpenAI e seu CEO, Sam Altman, teriam violado o acordo fundador da organização ao transformá-la em entidade com finalidade lucrativa. Musk sustenta que Altman e Brockman enriqueceram injustamente, usando o dinheiro dele para essa transformação. Ele busca a demissão de Altman e Brockman, a reversão da estrutura para nonprofit e cerca de 134 bilhões de dólares a serem destinados a OpenAI sem fins lucrativos.

O diário, mantido por Brockman desde a fundação da empresa por volta de 2015, tornou-se alvo do litígio. Ao longo do processo, trechos do diário são apresentados pela defesa de Musk como evidências de interesses pessoais, ao passo que OpenAI argumenta que trechos foram retirados do contexto. A juíza Yvonne Gonzalez Rogers já citou entradas do diário em decisões anteriores sobre a condução do caso.

Entre as passagens questionadas, constam trechos em que Brockman pondera cenários financeiros para a empresa, incluindo a hipótese de alcançar valor na casa de bilhões. Durante o depoimento, a defesa de Musk questionou passagens sobre a ideia de um plano de receita além de doações, e Brockman explicou que pretendia discutir um modelo de negócios para a organização.

A análise da documentação também entrou em discussões sobre o papel de Musk, com o time jurídico de Musk perguntando, por vezes, se Brockman pretendia insinuar que Musk não seria inteligente. Em resposta, Brockman afirmou que houve honestidade com Musk sobre a intenção de manter a organização sem fins lucrativos, conforme ele disse em audiência.

A OpenAI nega as alegações, sustentando que Musk é um ex-cofundador insatisfeito que deixou a empresa em 2018 após uma tentativa de controle malsucedida. Alega que o interesse por uma estrutura com fins lucrativos já era conhecido e que a organização continua sob supervisão de uma entidade sem fins lucrativos para beneficiar a humanidade com a IA.

Em janeiro, a OpenAI publicou um post destacando pontos que, segundo a empresa, não teriam sido apresentados de forma completa por Musk. Brockman comentou, em rede social, que espera poder apresentar sua versão integral dos fatos, destacando que o diário não era destinado ao público. A defesa de Musk já pediu, ao longo do processo, que trechos adicionais do diário fossem analisados por eles.

O processo não é o único em que o diário tem ganhado atenção. Em março, um juiz federal determinou que a OpenAI forneça partes do diário a oponentes na Justiça, incluindo o New York Times, em uma ação relacionada a direitos autorais e uso de propriedade intelectual de jornais para treinar modelos de IA.

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