- Lula e Donald Trump devem se encontrar na quinta-feira, 7 de fatos para discutir temas econômicos e estratégicos.
- Entre as pautas estão terras raras e minerais críticos, com potencial para investimentos que valorizem a indústria brasileira.
- O Brasil também busca ampliar a cooperação para combater crime organizado, lavagem de dinheiro, financiamento criminoso e contrabando de armas.
- Riscos incluem a possibilidade de o investidor americano sugerir restrições à venda de minerais à China, o que pode gerar impasses com o Brasil.
- Há preocupação com interferência americana no processo eleitoral brasileiro, segundo analista da CNN Brasil.
O encontro entre Lula e Donald Trump, marcado para quinta-feira (7), é visto como oportunidade e risco para Brasil e EUA. A reunião visa avançar pendências com Washington e temas estratégicos para a economia brasileira, segundo análises de especialistas.
Analista sênior de Internacional da CNN Brasil, Américo Martins, afirma que Lula pode consolidar a relação com Trump, já que os dois se encontraram duas vezes e mantiveram contato por telefone. A atuação presidencial tem sido de buscar alinhamento com os EUA.
Entre os temas econômicos, Martins aponta a importância das terras raras e de minerais críticos. O Brasil pode buscar um acordo que envolva investimentos norte-americanos no setor, agregando valor à indústria local.
Outro eixo relevante envolve combate ao crime organizado, com maior cooperação entre governos para enfrentar lavagem de dinheiro, financiamento criminoso e contrabando de armas entre os dois países.
Riscos do encontro
O analista ressalta que o diálogo sobre minerais pode trazer condicionantes, como exigência de limitar vendas à China. Lula indicou que pretende manter negociações abertas com todos os parceiros, com investimentos no Brasil e na indústria nacional.
Há ainda resistência à classificação de grupos como PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, posição defendida por Lula com base em leituras sobre o histórico dessas organizações.
Martins aponta um risco potencial maior: possibilidade de interferência de membros do governo dos EUA no processo eleitoral brasileiro, com setores do Departamento de Estado interessados em influenciar candidaturas na região.
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