- Agências de inteligência dos EUA mantêm estimativa de 9 a 12 meses para o Irã desenvolver uma arma nuclear, sem alterações desde 2025, conforme Reuters.
- A avaliação foi feita após dois meses de conflito militar iniciado em fevereiro de 2026, com ataques de EUA e Israel contra instalações nucleares iranianas.
- Em abril, Washington e Teerã suspenderam a ofensiva militar com uma trégua, e negociações para paz seguem em pauta; Irã restringe tráfego pelo estreito de Ormuz.
- A AIEA indica que o estoque de urânio altamente enriquecido poderia sustentar cerca de 10 bombas se ainda mais enriquecido; a ONU relata dificuldades para verificar parte do material.
- Autoridades dos EUA destacam que, apesar dos ataques, o cronograma permanece, e reiteram que o Irã não deve ter arma nuclear, com base em avaliações de inteligência.
Agências de inteligência dos Estados Unidos receberam a conclusão de que o cronograma para o Irã desenvolver uma arma nuclear não sofreu alterações. O intervalo estimado para chegar ao domínio de armas permanece entre 9 e 12 meses, conforme apuração da Reuters.
A avaliação, que não mudou após dois meses de conflito, considera impactos das ofensivas conjuntas de Washington e Tel Aviv em 2025. As recentes ações militares visam interromper o programa atômico do Irã, ainda que o cálculo atual não tenha sido revisado.
As operações de 28 de fevereiro concentraram-se em alvos militares, com ataques a instalações nucleares relevantes. Mesmo assim, o Irã manteria estoque de urânio enriquecido que sustenta o cronograma de construção da arma, segundo as fontes ouvidas pela Reuters.
Situação atual e fontes
O conflito permanece paralisado desde 7 de abril, após uma trégua para negociações. O Irã tem restringido o trânsito pelo estreito de Ormuz, agravando a crise energética global ao reduzir cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo.
A AIEA aponta que o estoque total de HEU seria suficiente para cerca de 10 bombas, caso haja maior enriquecimento. A ONU não conseguiu localizar aproximadamente 440 kg de urânio enriquecido a 60%, dificultando inspeções.
Contexto internacional
A Casa Branca destacou, por meio de sua porta-voz, que a prioridade é evitar que o Irã obtenha uma arma nuclear, sem oferecer detalhes sobre próximos passos. O governo americano tem reiterado que o objetivo permanece impedir a consolidação de capacidades nucleares iranianas.
O Irã nega a busca por armamento nuclear. As avaliações de inteligência dos EUA e da AIEA indicam interrupção de um esforço de ogivas em 2003, embora haja divergências entre especialistas sobre certos componentes do programa.
Perspectivas
Especialistas citados pela Reuters indicam que ataques de maio e junho buscaram destruir capacidades nucleares e a base industrial de defesa do Irã. O desfecho do conflito, com ou sem nova ofensiva, pode influenciar o ritmo de progresso técnico iraniano.
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