- Jonathan Pollard, ex-analista de inteligência da marinha dos Estados Unidos que cumpriu trinta anos de prisão por espionagem para Israel, pretende disputar a Knesset neste ano.
- Em entrevista à Channel 13, Pollard defende a expulsão forçada de todos os atuais moradores de Gaza e a anexação da região, com sua repovoação por israelenses.
- A entrada na política ocorreu após o ataque do Hamas a comunidades do sul de Israel em 7 de outubro de 2023, que deixou aproximadamente 1.200 mortos, levando Pollard a cobrar falhas da governança.
- Pollard foi liberado sob liberdade condicional em 2015, aos 61 anos, após vender segredos militares; em 2020 mudou-se para Israel com a esposa Anne Henderson.
- Ele ingressará em um novo partido formado com Nissim Louk, criticando o atual premiê, Benjamin Netanyahu, mas disse que, se Netanyahu continuar no comando após as eleições previstas para outubro, poderão haver apoios.
Jonathan Pollard, ex-analista de inteligência da marinha dos EUA, anunciou a intenção de se candidatar ao Knesset neste ano, apresentando como plataforma a expulsão étnica de palestinos residentes em Gaza e a anexação da região para repovoamento com israelenses. A revelação foi feita à televisão israelense em uma entrevista veiculada recentemente.
Pollard cumpre uma história marcada por 30 anos de prisão por espionagem em favor de Israel, sendo libertado em regime de liberdade condicional em 2015. Em 2020, após o término da liberdade condicional, mudou-se para Israel, onde recebeu cidadania durante o período de encarceramento de referência. Seu retorno e ingresso na política geram controvérsia no cenário regional.
O músico político, que planeja entrar na política por meio de um novo partido, aponta falhas de governança associadas ao ataque de 7 de outubro de 2023, que matou quase 1.200 pessoas no sul de Israel e desencadeou a atual ofensiva contra Gaza. Pollard sustenta que houve abandono e traição governamental, influenciando seu ingresso na vida pública.
Contexto e alianças
O ex-espião teve apoio público de antigos defensores de sua posição, inclusive figuras ligadas a governos israelenses, antes de criar sua plataforma atual. Pollard e o cofundador do novo partido, Nissim Louk, têm ligações familiares à violência ocorrida em outubro de 2023, quando a filha de Louk, Shani, foi morta em um ataque durante festividade próximas à fronteira com Gaza.
Segundo a imprensa, Pollard afirma que, caso Netanyahu permaneça no comando de uma coalizão governamental após as eleições previstas para outubro, ainda assim pode haver apoio condicional ao premiê. A posição dele reitera perguntas sobre estratégias de segurança, operação militar e governança em Israel.
Entre na conversa da comunidade