Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Famílias perseguidas pelo Talibã por ajudar os EUA podem ir ao Congo, diz Trump

Famílias afegãs evacuadas para o Qatar, que ajudaram forças dos EUA, enfrentam envio à República Democrática do Congo, em vez de reassentamento nos EUA

Zahra Muhib, 15, was evacuated to Qatar when she was 13 after her family was offered resettlement in the US. They all live in this container.
0:00
Carregando...
0:00
  • Mais de 1.100 afegãos evacuados pelos EUA, que ajudaram forças americanas, ficaram sem reassentamento prometido e correm o risco de serem enviados para a República Democrática do Congo (DRC).
  • Pelo menos 700 são mulheres e crianças; a possibilidade de enviá-los à DRC foi confirmada recentemente, em meio a negociações do governo dos EUA.
  • Hasina Nasimi, familia de cinco pessoas, tinha voo marcado para Denver, mas o plano foi cancelado na semana anterior à partida, após assinatura de ordem executiva que suspendeu o processamento de refugiados.
  • As-Sayliyah, o acampamento em Qatar onde estavam, funciona como ponto de trânsito e abriga famílias em containers, sem educação formal, com restrições de saída e serviços limitados.
  • Organizações de apoio afirmam que a DRC é um país em conflito e sem infraestrutura adequada; defendem que a solução correta é a realocação nos Estados Unidos.

Afegãos que ajudaram forças americanas estão presos em Qatar, esperando a promessa de reassentamento nos EUA que não se realizou. A família de Hasina Nasimi planejava partir em 27 de janeiro de 2025, rumo a Denver, no Colorado, mas o voo foi cancelado de forma inesperada.

No Qatar, evacuação foi feita pelos EUA, com centenas de pessoas ainda aguardando. Ao todo, cerca de 1.100 afegãos estão em processo de reassentamento, dos quais pelo menos 700 são mulheres e crianças. O governo americano discute agora desvios que não envolvem o território dos EUA.

O que mudou

Na semana anterior ao cancelamento, o governo de Donald Trump assinou uma ordem executiva que suspendeu o processamento de refugiados. Desde então, algumas famílias têm sido informadas de possíveis transferências para outros países. Entre as opções discutidas está a República Democrática do Congo, território com histórico de conflitos.

A situação no As-Sayliyah, campo de trânsito no Qatar, se agravou com o prolongamento da estadia. As famílias vivem em containers dentro de um hangar, com acesso limitado a escolas, áreas comuns compartilhadas e restrições de saída. Relatos apontam tensão e impactos na saúde mental.

Testemunhos de quem espera

Zahra Muhib, hoje com 15 anos, vive no campo desde a infância. A jovem descreve depressão, ansiedade e tratamento médico, além de relatos de GPS utilizados para monitoramento ao buscar atendimento. A família teme retorno ao Afeganistão, considerado inviável.

Shawn VanDiver, da ONG AfghanEvac, afirma que o governo não cumpre compromissos com quem colaborou com as forças americanas. A organização apoia a ida dos refugiados aos EUA, destacando riscos de envio para a DRC.

Desdobramentos e contexto

Especialistas alertam que a DRC enfrenta conflitos ativos e já recebe centenas de milhares de refugiados, com infraestrutura insuficiente para acolhimento estável. O Departamento de Estado também ofereceu incentivos financeiros para retorno ao Afeganistão, o que inclui valores para o main applicant e membros da família, segundo fontes próximas ao caso.

Nasimi, cuja família chegou ao Qatar após o nascimento do quarto filho, aguarda ainda a resolução. A filha Zahra afirma que retornar ao Afeganistão não é seguro, e que o destino na DRC não é aceitável. O grupo continua em limbo, sem indicação de data para reassentamento nos EUA.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais