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Ilha africana da memória da escravidão aposta no turismo para renda

Turismo em Gorée transforma memória da escravidão em fonte de renda para moradores

Vista da Ilha de Gorée - Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil
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  • Ilha de Gorée fica a cerca de três quilômetros do porto de Dakar, no Senegal, e é o principal polo turístico do país.
  • Desde mil setecentos e setenta e oito é Patrimônio Mundial da UNESCO, servindo como memória viva da escravidão, com a Casa dos Escravos e a Porta do Não Retorno.
  • A ilha tem cerca de mil setecentos moradores, e a economia depende do turismo e da pesca.
  • Vendedores e artesãos, como Fama Sylla e Chaua Sall, atuam perto do cais, vendendo artesanato e esculturas de madeira para visitantes de várias nacionalidades.
  • Gorée também recebe visitas educativas, com grupos escolares que aprendem sobre a história, a dignidade humana e a memória da escravização.

A Ilha de Gorée, perto do Porto de Dakar, no Senegal, recebe milhares de visitantes que chegam para conhecer a histórica memória da escravidão africana. Do cais, a balsa leva ao local em menos de 30 minutos, onde moradores promovem artesanato local e serviços de guia. A atividade turística já representa relevante fonte de renda para a comunidade local.

A ilha, com 17 hectares, é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1978 e figura como o principal polo turístico do país. Sua relevância vem da memória histórica da escravidão de negros africanos, que teve Gorée como ponto de passagem entre o continente africano e as Américas.

Turismo e memória

Perto do desembarque, artesãos vendem itens como esculturas de madeira e obras de arte que retratam a fauna e a cultura regional. Guias locais conduzem visitas à Casa dos Escravos e à famosa Porta do Não Retorno, hoje convertidas em memoriais educativos.

Aldeões envolvidos no comércio relatam a estrutura tradicional de negócios, com lojas de familiares que remontam a gerações. O turismo é descrito como atividade central para a sobrevivência econômica da ilha.

Vida econômica na ilha

O turismo funciona como principal sustento para moradores, que também vivem da pesca. Mulheres administram lojas, homens atuam como guias ou pescadores. A hospitalidade, marcada pela tradição wolof, é destacada como característica local.

Artistas locais promovem a produção criativa, oferecendo pinturas que combinam técnicas diversas. Os visitantes são atraídos por obras que refletem a identidade africana e a gestão de um espaço cultural ativo.

Educação e memória

Guias universais conduzem roteiros educativos, com visitas guiadas que incluem relatos históricos e a presença de símbolos de Mandela, homenageando a luta pela liberdade. Grupos de estudantes de várias nacionalidades frequentam a ilha em excursões que combinam educação e turismo.

Entre os moradores, há relatos de impacto humano: pessoas que observam lágrimas de visitantes ao relembrar a escravidão, destacando a dimensão humana do legado histórico. A ilha é descrita como espaço de memória, reflexão e educação, onde o turismo ajuda a manter a dignidade e a continuidade da comunidade.

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