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Influenciadores pagos nos EUA para falar mal da China

Influenciadores dos EUA foram contratados para defender IA nacional e descredibilizar rivais chineses, com pagamentos de até US$ 5 mil por vídeo

Influenciadores são pagos nos EUA para falar mal da China
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  • Influenciadores digitais nos Estados Unidos foram contratados para defender o mercado de IA americano e atacar rivais chineses, conforme a Wired.
  • A campanha envolve principalmente nomes conhecidos de conteúdos de lifestyle, com pagamentos de até US$ 5 mil por vídeo no TikTok.
  • O financiamento é feito pelo grupo Build American AI, ligado a um comitê político independente, com participação de figuras como Greg Brockman (OpenAI) e Joe Lonsdale (Palantir).
  • Há críticas à falta de transparência sobre quem financia as postagens, já que os criadores costumam indicar apenas que o conteúdo é patrocinado, sem revelar o financiador.
  • A iniciativa busca pressionar investidores e governo a priorizarem companhias locais e, no longo prazo, ampliar a presença de IA de origem americana no mercado.

Influenciadores digitais dos Estados Unidos teriam sido pagos para endossar o mercado nacional de IA e atacar rivais chineses. A reportagem da Wired aponta que o caso envolve nomes conhecidos por conteúdo de lifestyle, não de tecnologia. A estratégia visaria influenciar investidores e políticas públicas a favor de empresas locais.

Nomes e empresas citados pelo jornal incluem figuras associadas a conteúdos amplos, sem foco técnico. Segundo a matéria, o objetivo inicial foi promover investimentos em IA estadunidense, destacando empregos e liderança. Posteriormente, surgiram mensagens que sinalizavam preocupação com IA de origem chinesa.

Quem está por trás e como funciona

Agências de marketing teriam contratado influenciadores com promessas de até US$ 5 mil por vídeo no TikTok. O objetivo era alcançar audiências diversas, incluindo progressistas e conservadores, sem que o financiamento fosse evidente. O grupo financiador seria o Build American AI.

Participantes citados pela reportagem incluem Greg Brockman, presidente e cofundador da OpenAI; Joe Lonsdale, cofundador da Palantir; a firma de investimentos Andreessen Horowitz; e representantes da Perplexity. Várias pessoas teriam recusado propostas por entenderem o tom agressivo da campanha.

Transparência e impactos

A principal crítica é a falta de informações públicas sobre quem paga as postagens e quais são as motivações por trás delas. Embora não haja ilegalidade, a opacidade gera dúvidas sobre a origem do financiamento. O conjunto de ações acompanha tensões entre EUA e China em tecnologia e cadeia de suprimentos.

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