- Justiça britânica condenou quatro ativistas pró-Palestina por danos relacionados a um ataque a uma instalação da empresa Elbit Systems em Bristol, no sudoeste da Inglaterra, em agosto de 2024.
- O caso foi julgado pelo Tribunal da Coroa de Woolwich, em Londres, e dois dos seis acusados foram absolvidos.
- As autoridades estimaram cerca de 1 milhão de libras (aproximadamente R$ 6,6 milhões) em danos causados durante o ataque.
- Um dos condenados também foi considerado culpado por agressão grave após acertar um policial com uma marreta durante o episódio.
- O Palestine Action foi banido no Reino Unido e classificado como organização proibida sob a legislação antiterrorismo; o governo mantém a proibição em vigor enquanto recorre.
A Justiça britânica condenou quatro ativistas pró-Palestina por danos decorrentes de um ataque criminoso a uma instalação da empresa israelense Elbit Systems, no Reino Unido, em 2024. A decisão foi anunciada pelo Tribunal da Coroa de Woolwich, em Londres.
O ataque ocorreu em Bristol, sudoeste da Inglaterra, em agosto de 2024, quando membros do grupo Palestine Action invadiram a unidade da empresa. A apuração estima perdas de cerca de £ 1 milhão (aprox. R$ 6,6 milhões).
Segundo a Reuters, quatro dos seis acusados foram considerados culpados, e dois foram absolvidos. Um condenado também teve culpa reconhecida por agressão grave após atingir um policial com uma marreta.
A invasão deu-se cerca de dez meses após o início da ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza, iniciada após os ataques do Hamas em outubro de 2023. A defesa alegou que a ação buscava impedir o uso de equipamentos militares, argumento que não foi acolhido.
Condenação
O grupo Palestine Action foi banido no Reino Unido, classificado como organização proibida sob a legislação antiterrorismo. A decisão permanece em vigor, mesmo diante de recurso do governo.
Proibição do Palestine Action
A decisão de banir o grupo chegou a ser considerada ilegal pela Alta Corte de Londres, mas o governo mantém a proibição no país. A sentença não implica em novas ações judiciais contra os acusados, já que a sentença já foi proferida.
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