- Ao menos 27 pessoas morreram em ataques russos pelo leste da Ucrânia, com incidentes em Zaporizhzhia, Kramatorsk, Dnipro e Poltava/Kharkiv.
- A Ucrânia apresentou uma proposta de cessar-fogo aberto com início à meia-noite de quarta, enquanto a Rússia havia anunciado um cessar-fogo para 8 a 9 de maio.
- Um ataque com drones na Crimeia, território sob ocupação russa, deixou cinco civis mortos, segundo autoridades locais.
- A Bienal de Veneza abriu pré-estreias com a participação russa restrita; o pavilhão russo receberá apoio de cerca de 2 milhões de euros, gerando divergências com o governo italiano.
- Nos Estados Unidos, o governo aprovou a venda de mísseis JDAM-ER à Ucrânia por 373,6 milhões de dólares.
O número de mortos em ataques russos em várias regiões do leste da Ucrânia subiu para pelo menos 27, em uma das ofensivas mais violentas do ano. A janela de violência ocorreu horas antes do prazo para a proposta de cessar-fogo de Kyiv. O governo ucraniano afirmou que a Rússia não sinaliza recuo.
Em Zaporizhzhia, na região sudoeste, ao menos 12 pessoas morreram após bombardeios aéreos e ações de drones, segundo o governador regional, Ivan Fedorov. Em Kramatorsk, dez pessoas ficaram feridas em três bombas que atingiram a área na linha de frente, conforme a promotoria da região de Donetsk. Em Dnipro, na parte sudeste, houve queda de quatro vítimas causadas por ataques russos.
Na Poltava, um ataque noturno atingiu instalações de produção de gás e deixou cinco mortos, incluindo uma pessoa em Kharkiv. O governo ucraniano anunciou uma proposta de cessar-fogo aberto a partir da meia-noite de quarta-feira, em resposta a uma trégua anunciada pela Rússia para os dias 8 e 9 de maio.
Contexto internacional e ações paralelas
Um ataque de drones contra a Crimeia ocupada pela Rússia causou cinco mortes entre civis, segundo autoridades locais. O líder da região, Sergey Aksyonov, informou as fatalidades ocorridas em Dzhankoi. A notícia se soma a eventos no território com presença russa desde 2014.
No âmbito cultural, a Bienal de Veneza iniciou a 61ª edição, com controvérsia sobre a participação da Rússia e de Israel. O pavilhão russo ficará aberto apenas para trechos de previews e não estará aberto ao público durante o restante da mostra, que terá duração de seis meses. Curadores não divulgaram entrevistas.
Repercussões diplomáticas e decisões externas
A abertura do evento custou à Rússia cerca de 2 milhões de euros em financiamento da UE, espalhados por três anos. A organização defende que qualquer país com relações com a Itália pode abrir um pavilhão, posição que gerou atrito com o governo italiano.
No setor diplomático, o secretary de Estado dos EUA, Marco Rubio, conversou por telefone com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, a pedido de Lavrov. O tema abordado incluiu a relação EUA-Rússia, a guerra na Ucrânia e questões sobre o Irã.
Separadamente, o Departamento de Estado dos EUA aprovou a potential venda de mísseis Jdam Extended Range e acessórios à Ucrânia, no valor de 373,6 milhões de dólares. A Boeing é contratante principal do acordo.
Segurança aérea e fronteiras
Drones suspeitos de violar o espaço aéreo da Finlândia no fim de semana teriam vindo da Ucrânia, segundo a guarda fronteiriça finlandesa. Os aparelhos teriam entrado pelo Golfo da Finlândia, próximo à fronteira de 1,34 mil quilômetros com a Rússia, com trajetória para o nordeste.
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