- Navio Alliance Fairfax, da Maersk, atravessou o estreito de Ormuz na segunda-feira sob escolta de forças militares dos EUA; a embarcação estava parada no Golfo Pérsico desde fevereiro após o fechamento da via pelo Irã.
- A Maersk informou que houve a oportunidade de deixar a região com a presença militar norte-americana, e a travessia ocorreu sem incidentes, com todos os tripulantes são e salvos.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no domingo a operação chamada Projeto Liberdade para liberar embarcações retidas no estreito, com início na manhã de segunda-feira.
- O Irã afirmou que controla o estreito e que atacará qualquer força estrangeira que tentar entrar na área, especialmente o Exército dos Estados Unidos.
- O estreito de Ormuz continua com tráfego comprometido; segundo a Organização Marítima Internacional, dois mil navios e vinte mil marinheiros permanecem retidos na região, e o canal é estratégico para o comércio mundial, incluindo uma parte relevante do petróleo transportado por mar.
O navio Alliance Fairfax, da Maersk, atravessou o estreito de Ormuz na segunda-feira, 4 de maio de 2026, sob escolta de forças militares norte-americanas. A travessia ocorreu no Golfo Pérsico, após o navio ter ficado parado na região desde fevereiro, devido ao fechamento da rota feito pelo Irã. O trajeto foi realizado sem incidentes e com todos os tripulantes saudáveis.
A Maersk informou que teve a oportunidade de deixar a região acompanhada por militares dos EUA. O navio opera sob bandeira dos Estados Unidos e a empresa manteve comunicação oficial sobre o andamento da operação, sem relatos de falhas.
Contexto político e militar
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou no fim de semana a operação Projeto Liberdade para libertar embarcações retidas no estreito. A ofensiva teve início na manhã de 4 de maio e foi apresentada como resposta a solicitações de países ao redor do mundo. O Irã reagiu, afirmando que controla o estreito e que atacará qualquer força estrangeira que ouse entrar na área, especialmente o Exército dos EUA.
O estreito de Ormuz continua com tráfego comprometido há semanas, em meio ao conflito entre as partes. Dados da Organização Marítima Internacional indicam que cerca de 2.000 navios e 20.000 marítimos permanecem na região, afetando rotas e prazos de abastecimento.
A via é estratégica para o comércio global, com o Comando Central dos EUA destacando que cerca de um quarto do petróleo transportado por mar passa pelo estreito, além de volumes relevantes de combustíveis e fertilizantes.
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