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Nuvens escuras, protestos e demissões marcam início da 61ª Bienal de Veneza

A abertura da Bienal de Veneza é marcada por tensões políticas, protestos e disputas geopolíticas, com a renúncia do júri e o pavilhão russo mantido fechado

A Derrick Adams mural opposite the entrance to the Arsenale in tribute to Koyo Kouoh, the event’s curator, who died last year.
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  • A abertura da 61ª Bienal de Veneza ocorreu sob nuvens e chuva, com tensão política, protestos e agendas institucionais dominando o início do evento.
  • O pavilhão russo permanecerá fechado ao público na abertura oficial, mas as obras serão visíveis pelas janelas, após confirmação de fechamento.
  • O júri que escolhe os vencedores renunciou em massa, dizendo não considerar entradas de países cujos líderes têm mandados internacionais.
  • O Irã retirou sua participação sem explicação, em meio a um cessar-fogo frágil com os Estados Unidos, enquanto protests contra a participação de Israel ocorreram.
  • O pavilhão austríaco destacou-se com a performance de Florentina Holzinger; nas imediações, uma gaivota que fez ninho próximo ao pavilhão da Polônia chamou a atenção de visitantes.

O 61º Festival de Arte de Veneza começou sob tempo nublado e gotas de chuva, com tensões políticas marcando a abertura. A Bienal tem atraído protestos, demissões de júri e controvérsias sobre a participação de países em conflito.

À margem da mostra britânica, o pavilhão russo permanece fechado ao público, ainda que as obras estejam visíveis pelas janelas. A decisão acompanha críticas internacionais sobre a presença da Rússia, após ausências nas edições anteriores devido ao conflito na Ucrânia.

O ministro italiano da Cultura confirmou que o pavilhão russo não abrirá para o público quando o evento se estender até 9 de maio; no entanto, as esculturas florais ficarão acessíveis apenas pela visão externa.

Controvérsias e protestos ganham espaço

Tetyana Berezhna, ministra da Cultura da Ucrânia, avaliou positivamente o fechamento simbólico, destacando a relevância da presença simbólica de seu país. Em paralelo, o Irã retirou sua participação, sem explicação oficial, em meio a tensões na região.

Cerca de 60 artistas do grupo In Minor Keys participaram de um protesto no meio do giardini, com o Solidarity Drone Chorus, movendo-se em procissão para criticar a participação de Israel.

Mais de 200 artistas assinaram uma carta aberta pedindo o cancelamento do pavilhão israelense, aberto nesta terça-feira. Entre os signatários estão Lubaina Himid e Alfredo Jaar. O gesto não envolve opinião do jornal, apenas registro dos fatos.

A ausência de curadoria física ficou marcada pela morte de Koyo Kouoh, curadora-chefe que planejou a edição. A equipe curatorial liderada por Marie Hélène Pereira continua conforme o projeto inicial, sem inserir julgamentos sobre geopolitização.

Outros destaques e detalhes do evento

No primeiro dia de pré-estreia, o pavilhão austríaco atraiu grandes públicos, com a apresentação de Florentina Holzinger em Seaworld Venice, com performances periódicas e instalações aquáticas ousadas. Entre as atrações, uma projeção de obras submersas e uma encenações com tanque de água.

Ao lado, um pardal urbano próximo ao pavilhão polonês chamou a atenção de visitantes, com staff posicionando uma cerca ao redor da ave, gerando curiosidade sobre a relação entre natureza e instalação artística.

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