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Secretário americano afirma que fase ofensiva com Irã terminou

EUA encerram fase ofensiva contra o Irã e priorizam proteção de navios no Estreito de Ormuz, enquanto ataque a cargueiro sinaliza continuidade do conflito

Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, durante coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington, em 5 de maio. Fotógrafa: Stefani Reynolds/Bloomberg
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  • Os Estados Unidos dizem que as operações ofensivas contra o Irã foram encerradas; a chamada Operação Fúria Épica “está concluída”, segundo o secretário de Estado Marco Rubio, 66 dias após o início dos bombardeios.
  • O foco passa a ser a proteção da navegação no Estreito de Ormuz, mas houve ataque a um navio cargueiro por projétil desconhecido, indicando que o conflito não acabou.
  • Mais de mil e quinhentos navios comerciais, com cerca de vinte e dois mil marinheiros, teriam ficado retidos no Golfo Pérsico por conta do fechamento em torno de Ormuz.
  • O presidente iraniano rejeitou as negociações com os Estados Unidos, classificando-as como impossíveis diante da política de pressão máxima.
  • O petróleo caiu na terça, com o Brent em queda de cerca de três vírgula seis por cento, abaixo de cem e onze dólares por barril; Washington lançou o Projeto Liberdade para facilitar a passagem de navios pelo estreito.

O governo dos Estados Unidos informou que as operações ofensivas contra o Irã foram encerradas, com foco deslocado para a proteção da navegação no Estreito de Ormuz. O anúncio ocorre 66 dias após EUA e Israel iniciarem bombardeios contra o Irã.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou a repórteres na Casa Branca que a Operação Fúria Épica está concluída e que os objetivos teriam sido alcançados. A declaração foi feita enquanto um navio cargueiro no estreito relatava ter sido atingido por um projétil não identificado.

Enquanto Rubio falava, autoridades britânicas reportaram o ataque a mais um cargueiro no estreito. Os EUA destacaram que o fechamento em torno de Ormuz deixou mais de 1.550 navios no Golfo Pérsico sob vigilância, com cerca de 22 mil marinheiros a bordo.

Reação internacional e desdobramentos

O presidente iraniano contestou as exigências dos EUA para retomar negociações, classificando-as como impossíveis. A resposta foi dada em ligação entre o chefe de governo iraqueño e o premiê designado do Iraque, segundo a agência Fars.

No mercado, o petróleo recuou, com o Brent caindo cerca de 3,6% para pouco acima de US$ 111 o barril, após alta anterior na semana. Analistas destacam que a narrativa de conclusão busca enquadrar a atuação militar sem nova autorização do Congresso.

A linguagem oficial descreve o Irã como agressor e os EUA como lideranças de um esforço para colocar um Estado fora da lei sob controle. A estratégia de sustentar uma zona de trânsito visa restabelecer a confiança de navios ao atravessar o estreito.

Autoridades americanas ressaltam que o bloqueio naval é visto como ferramenta para manter a continuidade do comércio global. Ainda assim, houve ataques contínuos no território hídrico, com intercâmbios entre potências que podem ampliar a tensão regional.

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