- O presidente Donald Trump voltou a criticar o Papa Leo XIV, dizendo que ele “endangered a lot of Catholics” por apoiar a ideia de que o Irã poderia ter arma nuclear.
- As declarações foram feitas dias antes de Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, se encontrar com o Papa no Vaticano.
- Trump já havia atacado o Papa em abril, após Leo criticar a guerra dos EUA contra o Irã e pedir diálogo e cessar-fogo.
- Brian Burch, embaixador dos EUA no Vaticano, disse esperar uma reunião “franca” entre Rubio e Leo para entender melhor as divergências e buscar diálogo.
- Rubio pretende também reaproximar-se do governo italiano e encontrar o cardeal Pietro Parolin, antes de encontros com Giorgia Meloni e o ministro italiano Antonio Tajani.
Donald Trump voltou a atacar publicamente o Papa Leo XIV, afirmando que ele coloca em risco muitos católicos ao apoiar, segundo o presidente, a ideia de que é aceitável Iran possuir arma nuclear. A declaração ocorreu dias antes da visita de Marco Rubio ao Vaticano.
Segundo a versão de Trump, o pontífice estaria minimizando a ameaça nuclear do Irã. O presidente não citou evidências, mas reiterou que discorda da posição do Papa sobre o tema e que isso pode gerar insegurança internacional, especialmente para membros da Igreja.
Agenda de Rubio no Vaticano
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, visita o Vaticano na manhã de quinta-feira para discutir políticas de longo prazo com Leo XIV. O encontro será no Palácio Apostólico, segundo o embaixador dos EUA junto à Santa Sé, Brian Burch.
Burch informou que a reunião deverá ser franca e buscar compreender as diferenças entre as posições de Washington e a Santa Sé, mantendo o foco no diálogo e na cooperação entre as instituições. A visita ocorre em meio a tensões prévias entre Trump e o Vaticano.
Rubio também tem agenda com o governo italiano, incluindo o primeiro-ministro Giorgia Meloni e o ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani. A ideia é alinhar posições e preservar canais de comunicação entre EUA e Itália.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, também criticou o Papa, destacando que a Igreja deve tratar de questões morais e evitar intervenções teológicas em temas de guerra. Vance participou da posse de Leo XIV no ano passado.
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