- Trump pausou o projeto “Freedom” para tentar finalizar um acordo com o Irã, mantendo o bloqueio de portos iranianos.
- a pausa, anunciada em rede social, é temporária para abrir espaço às negociações com o Irã e houve apoio de Paquistão e de outras nações.
- o secretário de Estado, Marco Rubio, disse que a operação principal contra o Irã terminou e que um cessar-fogo ainda está em vigor.
- Rubio ressaltou que a paz depende de o Irã aceitar demandas sobre o programa nuclear e de reabrir o estreito de Hormuz; emirados árabes unidos relataram ataques de drones e mísseis iranianos.
- até o momento, apenas dois navios mercantes passaram pela rota protegida pelos EUA, com centenas de embarcações ainda retidas no Golfo Pérsico; o bloqueio naval continua.
Donald Trump anunciou que travará temporariamente o projeto Freedom, a ofensiva dos Estados Unidos para guiar navios encalhados pelo estreito de Hormuz. A pausa visa facilitar a obtenção de um acordo com o Irã, mas o bloqueio aos portos iranianos permanece em vigor.
A decisão foi divulgada por meio de uma publicação em redes sociais. Segundo Trump, a pausa terá duração breve para permitir que as negociações avancem rumo a um acordo de paz com o Irã. A medida também foi associada a solicitações de Paquistão e de outros países.
O México? Não, o foco é o Irã. Os líderes militares e o secretário de Estado Marco Rubio reforçaram que o cessar-fogo no Oriente Médio continua e que a principal operação militar contra o Irã chegou ao fim, segundo relatos da Casa Branca.
Rubio afirmou, em coletiva, que para a paz ser alcançada o Irã precisa atender às exigências norte-americanas sobre o programa nuclear e reabrir o estreito de Hormuz, rota vital para o comércio global. A Emirados Árabes Unidos informou novos ataques com drones e mísseis iranianos.
Nas primeiras horas desta semana, os EUA haviam anunciado a reabertura de uma passagem marítima e a destruição de seis embarcações iranianas que estariam ameaçando navios comerciais. Dois cargueiros teriam passado pela rota protegida pelos EUA; centenas de navios permanecem retidos no Golfo Pérsico.
O fechamento efetivo do estreito pelo Irã elevou os preços de combustíveis e afetou a economia global. O objetivo da atuação dos EUA é obter uma reversão desse bloqueio, mantendo pressão sobre o Irã para recuar no que diz respeito ao seu programa nuclear.
O ministro da defesa dos EUA, Pete Hegseth, e o general Dan Caine, chefe do Estado-M maior, destacaram que os ataques iranianos recentes não atingiram o patamar de operações de grande combate. Caine classificou o dia como mais tranquilo no estreito.
O porta-voz do Departamento de Estado reiterou que as ofensivas são defensivas e visam permitir o retorno de civis presos pelo conflito. O Irã, por meio do porta-voz Mohammad Bagher Qalibaf, indicou que a resposta a futuras negociações dependerá de como as mensagens entre Washington e Teerã evoluem via Paquistão.
Analistas de risco destacam que, até o momento, apenas dois navios mercantes atravessaram a passagem protegida pelos Estados Unidos, com centenas de embarcações ainda retidas no Golfo. A situação mantém instabilidade no mercado de energia, com impactos sobre custos logísticos globais.
Até o momento, a administração americana afirma que não é necessária uma notificação formal ao Congresso sobre o conflito, citando a suspensão sob a War Powers Resolution. O setor de transporte marítimo, por sua vez, observa o andamento das negociações e a possibilidade de retomada do tráfego no estreito.
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