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Trump tem carta na manga para encontro com Lula, analisa pesquisador

Ameaça de classificar organizações criminosas brasileiras como terrorismo funciona como carta na manga de Trump, enquanto Brasil busca agenda bilateral focada em cooperação

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  • EUA podem classificar organizações criminosas brasileiras como terroristas, usando a possibilidade como carta na manga para o encontro com o presidente Lula, marcado para quinta-feira, sete.
  • Ronaldo Carmona, pesquisador do Cebri, afirma que Washington busca colocar o Brasil sob seus interesses e pode sinalizar uma agenda mais intervencionista.
  • O Planalto propôs aos americanos uma agenda centrada em crime organizado, com foco em lavagem de dinheiro e tráfico ilegal de armamento.
  • Para Carmona, a classificação de terrorismo serviria como pressão, enquanto Brasília busca reduzir espaços para medidas unilaterais e privilegiar cooperação.
  • A discussão envolve equilíbrio entre defesa de agenda brasileira e tentativa de evitar intervenção externa nas questões de segurança.

Trump pode usar uma ameaça de classificar organizações criminosas brasileiras como terroristas como uma carta na manga para o encontro com Lula, avalia Ronaldo Carmona, especialista do Cebri. A leitura é de que os EUA buscam uma agenda mais intervencionista.

Segundo o pesquisador, o Planalto pretende contrabalançar esse movimento oferecendo uma pauta própria logo no início das negociações, buscando manter a autonomia brasileira na mesa de discussões.

A proposta brasileira envolve temas ligados ao crime organizado, como lavagem de dinheiro e tráfico ilegal de armas, com foco bilateral. A ideia é tornar a cooperação um objetivo comum, evitando ações unilaterais.

Carmona afirma que a classificação de terrorismo seria utilizada pelos EUA como instrumento de pressão. Em contrapartida, o Brasil busca reduzir esse espaço, enfatizando cooperação e respostas conjuntas.

O espaço de debate é apresentado pelo Mercado Aberto, programa do Canal UOL, com exibição diária às 8h. A condução fica por conta de Amanda Klein.

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