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América Latina reduz jornadas de trabalho em vários países

Países latino-americanos reduzem a jornada de trabalho; Brasil pode acompanhar Colômbia, Chile e México, com impactos em salários e PIB

Rio de Janeiro, 01/05/2026 – Ato do 1º de maio no Rio de Janeiro na praia de Copacabana pede fim da escala 6x1, regulamentação dos trabalhadores de aplicativo, combate ao feminicídio e defesa da soberania.
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  • Países da América Latina que reduziram jornadas recentemente incluem Colômbia, Chile e México, com o Brasil considerado para se juntar.
  • Na Colômbia, a jornada passou de 48 para 42 horas semanais, com a primeira redução para 47 horas em 2023 e a previsão de 42 horas em 2026, sem redução de salário.
  • No México, a jornada caiu de 48 para 40 horas semanais, iniciando em março deste ano e com implementação gradual até 2030.
  • No Chile, a redução começou em 2023, indo de 45 para 40 horas semanais, com 44 horas em 2024, 42 em 2026 e 40 em 2028, sem redução de salário.
  • A Organização Internacional do Trabalho recomenda 40 horas semanais como padrão, com possibilidade de horas-extras remuneradas; no Brasil, a redução de 48 para 44 horas ocorreu em 1988.

A América Latina tem avançado na redução da jornada de trabalho sem reduzir salários. Países como Colômbia, Chile e México já implementaram cortes significativos nos últimos anos, ampliando proteção aos trabalhadores. O Brasil é apontado como potencial seguidor.

Na Colômbia, a jornada caiu de 48 para 42 horas semanais desde julho de 2021. A implementação foi gradual, com primeira redução para 47 horas em 2023 e previsão final para 42 horas em 2026. A medida não acompanhou aumento de salário.

A mudança colombiana teve apoio do setor empresarial, mas também críticas sobre o ritmo e o alcance. Analistas apontam que a economia saiu de um patamar de 48 horas para um regime mais próximo de padrões internacionais, com base na OIT.

México

No México, a jornada passou de 48 para 40 horas semanais, promulgação ocorrida em março deste ano. O governo da esquerda, liderado por Claudia Sheinbaum, busca reformas que ampliem direitos trabalhistas e reduzam a carga horária gradual até 2030.

Especialistas destacam que o Morena herdou uma crise de representação e conta com ampla maioria parlamentar. A avaliação é de que o governo tem condições de avançar com reformas sem grandes entraves partidários.

Chile

O Chile aprovou a redução de 45 para 40 horas semanais, com pagamento de horas extras mantido. Em 2024, a jornada foi 44 horas e, em 2026, ficou em 42, com previsão de 40 horas em 2028. A mudança acompanha fluxos de produtividade e preferencias sociais.

Pesquisadores ressaltam que a pauta nasceu após mobilizações de 2019 e 2021. A coalizão de governo de centro-esquerda apoiou a reforma, mesmo com resistência de alguns setores empresariais.

Brasil

No Brasil, debate-se reduzir a jornada atual de 44 para 40 ou 36 horas, com fim da escala 6×1. Em meio a estudos sobre impactos no PIB e na inflação, setores empresariais divergem sobre os efeitos econômicos da mudança.

A comparação com Colômbia, Chile e México mostra trajetórias diferentes, mas o objetivo comum é ampliar ganho real de trabalhadores. Em alguns casos, mudanças seguem de forma gradual e com regras de flexibilidade.

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