- A Ucrânia intensificou ataques de longo alcance, mirando principalmente instalações de exportação de petróleo na Rússia, com drones de fabricação nacional capazes de percorrer mais de mil quilômetros.
- Em entrevista rara, o comandante dos sistemas não tripulados afirmou que esses ataques vão aumentar e que ajudam a conter o avanço russo na linha de frente.
- Segundo ele, a base de lançamento fica em um campo no leste da Ucrânia, de onde os drones são preparados rapidamente para evitar detecção russa.
- O presidente Volodimir Zelenski descreveu os ataques como muito dolorosos para Moscou, dizendo que causam perdas bilionárias no setor energético.
- O comandante também diz que a meta é reduzir a vantagem militar da Rússia e manter a moral russa sob pressão, com vídeos de ataques veiculados para justificar as ações.
Em entrevista rara, o comandante responsável pelos sistemas não tripulados da Ucrânia detalha o papel crescente dos drones de longo alcance na guerra contra a Rússia. A unidade dele afirma que ataques com esses veículos chegam a ampliar o alcance das operações e a intensificar impactos no front, além de visar instalações de energia na Rússia.
Segundo a liderança da área, os drones fabricados na Ucrânia já alcançam distâncias que variam entre 1.500 e 2.000 quilômetros, ampliando a capacidade de atuação além da linha de frente. A base de lançamento fica em uma região leste do país, onde a preparação é rápida e acompanhada por medidas de segurança para evitar detecção.
Zelenski afirmou publicamente que os ataques de longo alcance são extremamente duros para Moscou, provocando perdas significativas no setor energético e impactos econômicos, mesmo diante da alta recente nos preços do petróleo. O objetivo declarado é reduzir a capacidade de resposta do adversário e pressionar o Kremlin a reconsiderar estratégias militares.
A infraestrutura de produção de energia na Rússia tem sido um alvo prioritário, com a Agência ucraniana descrevendo operações que visam reduzir a vantagem do inimigo em termos de recursos. Em Tuapse, na costa do Mar Negro, moradores sinalizam danos a uma refinaria após ataques repetidos, o que alimenta o debate sobre os custos da guerra para civis na região.
O comandante, identificado como Magyar, destaca que a força de drones corresponde a uma parcela menor do total das Forças Armadas da Ucrânia, mas seria responsável por um terço dos alvos destruidos. Ele ressalta que cada ataque é registrado e validado com evidências, e que a contabilidade de baixas é feita com base em vídeos de combate.
Historicamente, Magyar era comerciante de grãos e colecionador de arte antes de se engajar na defesa do país. Hoje, com a unidade operando em um bunker subterrâneo, ele coordena operações que envolvem pilotos identificados por apelidos, como KitKat e Antalya, responsáveis pelo envio de imagens em tempo real para o centro de comando.
O planejamento de operações envolve reduzir o efetivo russo na linha de frente, sobretudo por meio de ataques que, segundo o comandante, devem superar as capacidades de recrutamento do lado adversário. A estratégia inclui atacar militares, instalações logísticas e pontos de produção de energia, com metas atualizadas conforme o andamento do conflito.
O tema também envolve a dimensão humana do conflito. Em relatos de fontes locais, as consequências dos ataques alcançam áreas civis, com relatos de danos a infraestrutura e impactos psicológicos em populações próximas a alvos estratégicos. A exposição de vídeos de ataques e dos efeitos em áreas afetadas tem alimentado o debate sobre as consequências da guerra para civis e para a economia regional.
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