- O navio de cruzeiro MV Hondius, retido desde domingo na costa de Cabo Verde, partiu rumo à Espanha, após retirar três pessoas da embarcação, duas delas gravemente doentes.
- O navio deve atracar em Tenerife, nas Ilhas Canárias, em até três dias; passageiros não espanhóis a bordo devem ser repatriados, enquanto os 14 passageiros espanhóis ficarão em quarentena em Madri.
- Três mortes ocorreram entre os ocupantes; oito pessoas são suspeitas de ter contraído o hantavírus, com três casos confirmados pela Organização Mundial da Saúde.
- A Argentina vai realizar captura e análise de roedores em Ushuaia, origem do cruzeiro, para investigar possíveis vias de contágio; nenhum caso foi registrado na Argentina.
- A cepa Andes do hantavírus pode transmitir entre humanos apenas em contatos muito próximos; autoridades seguem monitorando passageiros que deixaram o navio e colaborando com laboratórios internacionais.
O navio de cruzeiro MV Hondius, com cerca de 150 pessoas a bordo, foi autorizado a partir de Cabo Verde rumo à Espanha após três evacuações, duas em estado grave, por hantavírus. O navio deixou a costa africana nesta quarta-feira.
A embarcação está previsto para chegar a Tenerife, Ilhas Canárias, em até três dias. A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, disse que os tripulantes sem sintomas permaneceriam a bordo ou seriam repatriados se saudáveis.
Os 14 passageiros espanhóis ficarão em quarentena em um hospital militar em Madri, com duração ainda indefinida, dependente do possível contato com o vírus, que tem um período de incubação de até 45 dias. Três mortes estão registradas.
Situação atual e diagnóstico
Oito pessoas estão sob suspeita de infecção por hantavírus; três casos foram confirmados por testes laboratoriais, segundo a Organização Mundial da Saúde. Oito incluem um suíço que retornou a Zurique. A origem dos casos segue sendo investigada.
Origem e vigilância
O Ministério da Saúde da Argentina fará captura e análise de roedores em Ushuaia, cidade de origem do navio. Autoridades estudam o itinerário de viajantes holandeses que chegaram à Argentina e ao Chile, apresentando sintomas no cruzeiro.
Quadro internacional
O governo da África do Sul confirmou a cepa andina, capaz de transmissão entre humanos em situações muito próximas. A OMS está coordenando o compartilhamento de informações e diretrizes de diagnóstico com países europeus.
Resposta e logística
O Ministério da Saúde da Espanha informou que duas aeronaves transferiam pacientes para Amsterdã; o transporte passou por Gran Canária após recusa de pouso no Marrocos. Um médico de bordo relata problemas no suporte vital de um paciente, conectado à energia do aeroporto.
Reação local e percepção pública
Moradores de Tenerife expressaram preocupação com o atracamento do navio na ilha. A OMS reforçou que o risco ao público em geral permanece baixo e que a transmissão entre humanos é rara, requerendo contato muito próximo. Equipes médicas seguem monitorando a situação.
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