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G7 mira minerais críticos em meio à disputa tarifária EUA-UE

Grupo dos sete busca garantias de cadeias de minerais críticos frente às tarifas previstas pelos Estados Unidos sobre carros europeus, ameaçando a unidade do bloco

Foto de grupo na reunião comercial do G7 em Paris, França, em 6 de maio de 2026 — Foto: Aurelien Morissard/Pool via REUTERS
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  • Ministros do comércio do G7 se reuniram em Paris nesta quarta-feira, 6, para buscar acordo sobre fornecimento de minerais críticos, buscando reduzir a dependência da China.
  • A França, em sua presidência do G7, quer que esse tema tenha um dos resultados mais concretos até a cúpula de líderes em meados de junho.
  • Há consenso sobre a necessidade de diminuir a dependência da China, mas existem diferenças sobre como transformar isso em ações.
  • O governo dos Estados Unidos ameaçou elevar tarifas de carros fabricados na União Europeia de 15% para 25%, citando o não cumprimento de acordo assinado em Turnberry, na Escócia.
  • O comissário de Comércio da União Europeia e o representante americano discutiram o acordo de Turnberry, com a UE ressaltando a importância de cumprir o combinado, enquanto ministros também tratam de excesso de capacidade industrial e da reforma da OMC.

Ministros do comércio do G7 se reuniram em Paris nesta quarta-feira, 6, para buscar consenso sobre o fornecimento de minerais críticos, hoje dominado pela China. A conversa ocorre em meio a tensões tarifárias entre EUA e UE, que podem ameaçar a unidade do grupo.

O tema central envolve reduzir a dependência de matérias-primas estratégicas, como terras raras, e tornar as cadeias de suprimento mais resilientes. França, que assume a presidência do G7, pressiona por avanços concretos nesse eixo.

Autoridades disseram que há amplo acordo sobre a necessidade de diminuir o peso da China, mas persistem diferenças sobre caminhos e instrumentos para alcançar esse objetivo. A cooperação em minerais críticos aparece como prioridade durante as tratativas.

Paralelamente, as negociações são impactadas por declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre elevar tarifas de carros fabricados na União Europeia de 15% para 25%. A medida seria uma resposta ao não cumprimento de um acordo anterior.

A ministra alemã da Economia, Katherina Reiche, mencionou negociações intensas com autoridades americanas sobre as tarifas, em meio a um setor automobilístico alemão pressionado pela demanda global fraca e pelos custos de produção.

O comissário de Comércio da UE, Maros Sefcovic, informou que manteve diálogo com Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, sobre o acordo de Turnberry. A pauta segue para discussão no Parlamento Europeu, nesta quarta-feira, para avançar na legislação relacionada.

Entre os temas também estão o excesso de capacidade industrial, com a China apontada como principal fonte, e reformas da Organização Mundial do Comércio, indicou o ministro francês. A disputa tarifária entra no escopo das conversas para dificultar a cooperação entre as potências.

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