- Um ataque de insurgentes em 30 de abril incendiou a Paróquia de São Luís de Montfort, em Meza, na Diocese de Pemba, Cabo Delgado, Moçambique, deixando a igreja histórica reduzida a escombros.
- O bispo António Juliasse Ferreira Sandramo afirmou que a comunidade ficou em choque e que os missionários camaroneses não estavam no local, estando em segurança.
- A paróquia, símbolo da presença católica desde 1946, foi alvo de discurso de ódio durante o ataque, segundo o líder religioso.
- A AIS (Ajuda à Igreja que Sofre) Internacional pediu solidariedade às vítimas, destacando que a violência persiste na região há quase nove anos e que várias capelas têm sido queimadas.
- O bispo informou que, desde outubro de 2017, mais de 300 católicos foram mortos na diocese de Pemba e pelo menos 117 igrejas e capelas foram destruídas, com 23 perdas apenas em 2025.
Após o ataque, a Paróquia de São Luís de Montfort, em Meza, Cabo Delgado, Moçambique, foi incendiada por insurgentes na tarde de 30 de abril. A igreja, de 1946, ficou destruída. Civis teriam sido capturados e forçados a ouvir discursos de ódio. Missionários camaroneses estavam ausentes e permanecem seguros.
O bispo da Diocese de Pemba, António Juliasse Ferreira Sandramo, informou à AIS Internacional que a paróquia ficou completamente queimada. A comunidade local permanece em choque diante da devastação, que atingiu também casas e infraestrutura da região.
Contexto na Diocese de Pemba
A AIS também registrou que o ataque se soma a quase nove anos de violência em Cabo Delgado, com ações contra símbolos católicos na diocese. O bispo destacou que, desde 2017, mais de 300 católicos foram mortos na região, em sua maioria fiéis e catequistas.
Sandramo participou de visitas oficiais para avaliar danos, incluindo uma passagem de dezembro de 2025 do cardeal Pietro Parolin pelo local. O líder católico informou que pelo menos 117 igrejas e capelas foram demolidas na diocese, com 23 ocorrências em 2025.
Apelo por solidariedade
O bispo pediu solidariedade internacional às vítimas de Meza e aos fiéis da região, que enfrentam repetidos ataques a locais de culto. A mensagem reforça a necessidade de apoio humanitário e proteção às comunidades afetadas pela violência.
Mesmo diante da destruição, a mensagem distribuída aos fiéis enfatizou a esperança e a resiliência da comunidade. A fé, segundo ele, continua presente apesar dos danos às estruturas religiosas.
Entre na conversa da comunidade