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Interlocução Brasil-EUA fica a cargo de Lula e ministros, diz Durigan

Durigan afirma que interlocução com EUA fica apenas com Lula e ministros; viagem a Washington busca diálogo institucional com Trump e esclarecimentos sobre investigação comercial dos EUA

Ministro da Fazenda, Dario Durigan
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  • Durigan afirmou que a interlocução entre Brasil e Estados Unidos cabe exclusivamente ao presidente Lula e a seus ministros, não a outra figura.
  • Lula, Durigan e outros membros do alto escalão embarcam para Washington nesta quarta-feira, para encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump.
  • Durigan disse que as expectativas são as melhores possíveis e que o debate deve ser institucional, respeitoso e construtivo, sem citar nomes.
  • O governo brasileiro está aberto a prestar esclarecimentos sobre investigação norte-americana aberta em julho de dois mil e vinte e cinco sobre práticas comerciais consideradas desleais, que podem afetar empresas de tecnologia dos EUA, incluindo o Pix.
  • A apuração, realizada sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, pode resultar em novas sanções e também envolve temas como produção de etanol e desmatamento ilegal no Brasil.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a interlocução entre Brasil e Estados Unidos cabe exclusivamente ao presidente Lula e aos seus ministros, e não a outras figuras. Lula, Durigan e outros membros do alto escalão do governo embarcam nesta quarta para Washington, onde vão se reunir com o presidente norte-americano, Donald Trump.

Durigan destacou, em entrevista, que o diálogo deve ser institucional, respeitoso e construtivo, e que as expectativas são as melhores possíveis para a viagem. Ele reforçou que o governo está à disposição para esclarecer a investigação norte‑americana sobre práticas comerciais brasileiras, que pode afetar empresas de tecnologia dos EUA, incluindo o Pix.

Interlocução e cenário diplomático

O governo sinalizou ter interesse em manter o caráter institucional do relacionamento com os EUA. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o tema é uma prioridade e será discutido durante as conversas, que devem abordar cooperação econômica e combate a interferências indevidas.

Contexto regulatório e econômico

A investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA está entre os pontos de pauta, com a possibilidade de novas sanções. O tema envolve questões como produção de etanol e desmatamento ilegal no Brasil, já discutidos em reunião anterior nos EUA. Representantes brasileiros apresentaram esclarecimentos técnicos e jurídicos às autoridades norte-americanas.

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