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Japão: governo tenta reduzir imposto sobre vendas, caixas dizem não

Governo japonês estuda reduzir o imposto sobre alimentos de oito por cento para um por cento em meses, diante de caixas registradoras incapazes de aceitar taxa zero

Japan prime minister Sanae Takaichi promised the tax cut to ease the burden of the cost of living crisis but has come up against a technical hitch.
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  • O governo japonês prometeu suspender a taxa de oito por cento sobre alimentos, com redução a zero por cento por dois anos até março do próximo ano.
  • Oferece-se a promessa, mas fabricantes de caixas registradoras dizem que os sistemas não foram desenhados para uma alíquota zero e precisam de uma reformulação que pode levar até um ano.
  • A primeira ministra Sanae Takaichi chamou a situação de “vergonha para o Japão” durante reunião parlamentar, destacando a dificuldade de flexibilizar a taxa.
  • Oposição afirma que o tema pode ser usado para atrasar o cumprimento da promessa eleitoral e busca entender de onde sairá o financiamento da medida.
  • Uma alternativa em estudo é reduzir a taxa de alimentos para 1% em cinco ou seis meses, mantendo o objetivo de cumprir parte da promessa e reduzir custos para o governo.

O governo japonês prometeu suspender a taxa de 8% sobre alimentos, mas diz enfrentar resistência de equipamentos: as registradoras. A incompatibilidade impede mudanças rápidas no imposto, segundo fabricantes.

A primeira-ministra Sanae Takaichi, do LDP, disse que o problema técnico inviabiliza a redução a zero por cento. Em comissões parlamentares, ela chamou a situação de constrangedora para o país.

A pandemia e a crise do custo de vida motivaram promessas de cortes feitas em fevereiro, durante a eleição. O LDP venceu com a proposta de zerar o imposto para dois anos, até março do próximo ano.

Proposta de ajuste

A administração agora avalia reduzir o imposto sobre alimentos para 1%. A medida, segundo o governo, pode ser implementada em cinco a seis meses, mantendo parte da promessa eleitoral.

Fontes oficiais apontam que o custo financeiro da suspensão completa seria próximo de 5 trilhões de ienes por ano, o que agrava a dívida pública do Japão, estimada em cerca de 230% do PIB.

Além disso, críticos questionam se a demora não mascara estratégias de financiamento para manter o plano de corte, enquanto o país enfrenta pressão econômica interna e externa.

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