- Irã confirmou que negociações para encerrar a guerra com os Estados Unidos estão em andamento, mas negou discutir enriquecimento de urânio nesta fase.
- O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, disse à agência Isna que o Irã analisa uma proposta dos EUA.
- A posição iraniana veio após reportagens do Axios de que as negociações envolveriam uma moratória ao enriquecimento de urânio, suspensão de sanções e liberação de ativos congelados.
- O Irã afirmou que as exigências apresentadas pela reportagem seriam “excessivas e irrealistas” e negadas pelo país.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a guerra terminará se o Irã ceder o que foi acordado, mas mencionou a possibilidade de bombardear o Irã caso não haja acordo.
O Irã afirmou nesta quarta-feira 6/5 que negociações para encerrar a guerra com os Estados Unidos estão em curso, mas negou discutir o enriquecimento de urânio nesta fase. A informação foi dada pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, à agência Isna.
Segundo Baghaei, o Irã está analisando uma proposta apresentada pelos EUA, sem detalhar seus termos. A agência iraniana não informou o conteúdo da proposta nem se há datas para avance nas conversas.
Mais cedo, o jornal Axios informou que Washington e Teerã se aproximam de um memorando para encerrar o conflito. O texto poderia prever uma moratória ao enriquecimento de urânio iraniano e a suspensão de sanções, além da liberação de ativos congelados.
O porta-voz rejeitou a leitura apresentada pela Axios, dizendo que as alegações descrevem exigências excessivas e irrealistas que não foram aceitas pelo Irã. Não houve confirmação oficial sobre o formato do possível acordo.
Donald Trump, em postagem nas redes sociais, disse que o fim da guerra depende da concordância do Irã com o que foi acordado, oferecendo, ao mesmo tempo, uma ameaça de maior resposta caso não haja alinhamento com as condições.
Segundo a Axios, citações de fontes da Casa Branca indicam que a parte americana ainda vê o acordo como próximo, embora não haja confirmação formal. A Reuters também reportou, por meio de uma fonte paquistanesa, que media as negociações, a veracidade das informações.
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