- O Irã rejeita relatório da Axios sobre um acordo próximo com os EUA, dizendo que o memorando divulgado é “lista de desejos” e não realidade.
- Ebrahim Rezaei, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento, afirmou que os americanos não obterão o que não conseguiram em negociações anteriores e que o país está “com o dedo no gatilho” e preparado, com ameaça de retaliação se as conversas falharem.
- A Axios informou que Teerã e Washington estariam perto de um acordo que encerraria o conflito, incluindo moratória do enriquecimento nuclear pelo Irã, suspensão de sanções pelos EUA e liberação de bilhões de dólares iranianos congelados, além da retirada de restrições ao Estreito de Ormuz.
- Uma fonte iraniana à Tasnim disse que os EUA acrescentaram pontos “inaceitáveis” à proposta; o Irã avalia o plano e transmitirá seus pontos de vista à parte paquistanesa, mediadora.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que, se o Irã cumprir o pacto, a operação para abrir o Estreito de Ormuz pode encerrar; Trump também anunciou a suspensão da operação Projeto Liberdade, que buscava liberar navios retidos no estreito.
O Irã rejeitou nesta quarta-feira 6 alegações de que estaria próximo de fechar um acordo com os EUA. Um membro do Parlamento classificou a suposta minuta divulgada pelo Axios como uma lista de desejos, não como realidade. Ele disse que os americanos não obterão vantagens em negociação diante de uma guerra perdida.
O porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento, Ebrahim Rezaei, afirmou em X que Teerã não aceitará condições que não foram discutidas cara a cara. O Iraniano advertiu que o país está com o dedo no gatilho e pronto para responder caso as negociações fracassem.
Horas antes, o Axios informou, citando funcionários dos EUA e fontes anônimas, que Teerã e Washington se aproximavam de um acordo para encerrar o conflito e abrir espaço para negociações sobre o programa nuclear. O veículo apontou uma moratória do enriquecimento e suspensão de sanções em troca de liberação de fundos.
Segundo a Tasnim, uma fonte próximo ao regime acrescentou que pontos considerados inaceitáveis teriam sido adicionados pelos Estados Unidos à última proposta. A agência confirmou que a avaliação interna do Irã está em andamento, com a transmissão das observações à parte mediadora paquistanesa.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, ressaltou que Teerã continua analisando o plano dos EUA. Assim que a revisão terminar, os pontos de vista serão comunicados à médiação paquistanesa, destacando o caráter técnico do procedimento.
Nos EUA, o presidente Donald Trump mencionou, via redes sociais, que, se o Irã cumprir o acordado, a operação Fúria Épica poderia encerrar e o bloqueio ao Estreito de Ormuz poderia ser suspenso, beneficiando o tráfego na região.
A Administração dos EUA também informou, na véspera, a suspensão da Operação Projeto Liberdade, lançada para liberar navios retidos no estreito devido a bloqueio. O movimento acontece enquanto as partes avaliam propostas em meio a tensões regionais.
Entre na conversa da comunidade