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Israel não sabia de acordo EUA-Irã e se preparava para novos combates, diz fonte

Israel não sabia de possível acordo entre EUA e Irã para encerrar a guerra e reabrir Ormuz; preparava-se para nova rodada de combates

Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu holds a press conference, amid the U.S.-Israel conflict with Iran, in Jerusalem
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  • Israel não tinha conhecimento de que poderia haver acordo entre EUA e Irã para encerrar a guerra e abrir o Estreito de Ormuz, e se preparava para mais combates.
  • Trump afirmou, em publicação na Truth Social, que se o Irã concordar com o que foi acordado, a Operação Fúria Épica chegará ao fim e Ormuz ficará aberto “para todos”.
  • A Axios informou que a Casa Branca vê perto de um memorando de entendimento para encerrar a guerra e abrir caminho para negociações nucleares mais detalhadas.
  • A expectativa de acordo fez o preço do petróleo Brent recuar, chegando a queda de até 6,7%, para US$ 103 por barril.
  • Um líder parlamentar iraniano classificou as informações como “lista de desejos” dos EUA; a Tasnim afirmou que o Irã ainda não respondeu à última proposta, com disposições consideradas inaceitáveis, enquanto a Guarda Revolucionária disse que o trânsito por Ormuz será garantido com o fim das ameaças dos EUA.

Israel não sabia que EUA poderiam fechar um acordo com o Irã que encerraria a guerra e liberaria a navegação no Estreito de Ormuz, segundo uma fonte israelense familiarizada com o tema. Em vez disso, o país se preparava para aumentar os combates, afirmou a fonte sob anonimato.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira via Truth Social que, se o Irã concordar em conceder o que foi acordado, a Operação Fúria Épica terminará e Ormuz ficará aberto para todos. Caso contrário, os bombardeios devem recomeçar, com maior intensidade, conforme a publicação.

A reportagem da Axios indicou que a Casa Branca vê proximidade de um memorando de entendimento de uma página para encerrar a guerra e estruturar negociações nucleares mais detalhadas. Horas depois, a bolsa reagiu com queda no petróleo, que chegou a recuar quase 7%.

Reação internacional e posições oficiais

Um membro sênior do Parlamento iraniano descreveu as informações como uma lista de desejos norte-americanos, não um acordo concreto. O porta-voz do comitê de política externa criticou a publicação, afirmando que os EUA não obterão ganhos em negociações não diretas.

A Tasnim, agência iraniana, citou uma fonte não identificada afirmando que o Irã ainda não respondeu à última proposta dos EUA e que o texto contém disposições inaceitáveis. A fonte ressaltou que uso de tom de ameaça contra o Irã pode piorar a situação.

O arrefecimento recente das hostilidades começou na noite de terça-feira, com Trump suspendendo temporariamente a operação Liberdade, que visava escoltar navios por Ormuz. O bloqueio naval americano permanece em vigor.

Perspectivas e declarações oficiais

Nesta quarta, a Guarda Revolucionária do Irã informou que o trânsito em Ormuz deverá ser garantido com o fim das ameaças dos EUA e com a implementação de novos procedimentos, segundo a mídia estatal. Foi a primeira confirmação oficial do Irã sobre mudanças nas operações na hidrovia.

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