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Karakoram Highway alcança 4.693 m, a estrada pavimentada mais alta do mundo

Karakoram Highway atinge 4.693 metros no Khunjerab Pass, a estrada pavimentada mais alta do mundo, enfrentando deslizamentos e manutenção constante

Rota internacional de mil e trezentos quilômetros que atravessa o Paquistão e a China – Créditos: depositphotos.com / kamonrat
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  • A Karakoram Highway, de 1.300 quilômetros, liga Islamabad, no Paquistão, a Xinjiang, na China, e atinge 4.693 metros no Khunjerab Pass, sendo a estrada pavimentada mais alta do mundo.
  • A construção começou em 1959, levou 20 anos e ceifou a vida de quase mil operários, em meio a deslizamentos de rocha e avalanches, atravessando o maciço de Karakoram.
  • Desafios geológicos são constantes: quedas de rochas, avalanches e derretimento de glaciares exigem monitoramento e manutenção permanente.
  • Em 2010, um deslizamento criou o Lago Attabad, levando à construção de túneis bypass para restabelecer o tráfego; hoje a via depende de obras para manter a passagem.
  • A estrada é vital para o desenvolvimento regional e geopolítico, conectando o Paquistão ao corredor econômico China-Paquistão e facilitando o comércio com Gwadar, além de atrair turismo de aventura.

A Karakoram Highway (KKH) liga Islamabad, Paquistão, à região de Xinjiang, China, em cerca de 1.300 km. A estrada atravessa o Himalaia, chegando a uma altitude máxima de 4.693 metros no Khunjerab Pass, o ponto pavimentado mais alto do mundo. Ela facilita o comércio entre os dois países, integrando o Corredor Econômico China-Paquistão (CPEC).

Iniciada em 1959 como projeto bilateral, a construção levou 20 anos e custou muitas vidas devido a deslizamentos, rochas e condições extremas. O traçado corta o maciço de Karakoram, sujeito a abalos sísmicos frequentes pela tectônica de placas.

História e construção

A obra demandou décadas de engenharia para abrir caminho entre montanhas íngremes e vales profundos. Hoje, o asfalto suporta caminhões pesados, mas a manutenção exige maquinário pesado para limpar deslizamentos durante as monções.

Riscos geológicos diários

A instabilidade da montanha é o principal perigo. Em 2010, o deslizamento de Attabad criou um lago e levou a trilha original a ser substituída por túneis de bypass.

Condições e operabilidade

A via opera em altitude elevada, com ar rarefeito que reduz potência de motores. Caminhoneiros costumam fazer pausas em Hunza e Gilgit para aclimatação antes da subida final para a fronteira chinesa.

Impacto político e econômico

A KKH é considerada parte do CPEC, conectando mercados chineses a portos como Gwadar. Para o Paquistão, a rodovia sustenta comunidades remotas e impulsiona o turismo de aventura, além de fortalecer laços diplomáticos entre Islamabad e Pequim.

Paisagens e turismo

A estrada oferece visuais de glaciares, como o Glaciar Passu, e vitrine o Nanga Parbat. O vale de Hunza é conhecido pela produção de damascos e pela longevidade regional, atraindo viajantes e entusiastas de moto.

Conclusão operacional

A via permanece essencial para a logística regional, exigindo monitoramento contínuo de condições climáticas, geológicas e de tráfego. A manutenção contínua busca equilibrar segurança, conectividade e desenvolvimento econômico.

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