- Lula embarca nesta quarta-feira para Washington e participa de reunião de trabalho com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca na quinta, 7 de maio; ele retorna ao Brasil no mesmo dia.
- A comitiva brasileira é formada por seis autoridades: o ministro da Fazenda, Dario Durigan; o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; o ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa; o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
- O foco da conversa é combate ao crime organizado e questões comerciais, com a expectativa de avançar numa cooperação transnacional nesse tema.
- O governo brasileiro não apoia a classificação de facções criminosas como organizações terroristas pelos EUA; também devem ser discutidas tarifas, a retirada de sanções sobre importações e o uso do Pix, além de cooperação em repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas.
- O tema de minerais críticos deve entrar em pauta, com a presença de Alexandre Silveira; o Brasil pode explorar terras raras, buscando equilíbrio entre soberania, Desenvolvimento industrial e atração de investimentos, sem abrir mão de medidas de preservação ambiental.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja nesta quarta-feira para Washington, onde terá reunião de trabalho com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, nesta quinta-feira (7/5). A viagem começa no início da tarde e envolve seis autoridades do governo.
A comitiva inclui os ministros da Fazenda, Dario Durigan; da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa; de Minas e Energia, Alexandre Silveira; Relações Exteriores, Mauro Vieira; e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
A reunião histórica ocorre sete meses após o encontro entre os dois chefes, realizado na Malásia. A agenda de viagem previa março, mas foi adiada devido ao agravamento de tensões entre EUA, Irã e Israel. Lula retorna ainda no mesmo dia.
Cooperação e segurança pública
No foco bilateral, o governo brasileiro quer avançar no combate ao crime organizado e em temas comerciais, visando cooperação transnacional. As disputas sobre possíveis classificações de facções como terroristas estão entre as ideias discutidas.
Também está em pauta fortalecer estratégias de repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico internacional de armas, tema já apresentado ao Departamento de Estado em dezembro. O governo brasileiro destacará ações já implementadas.
Economia, tarifas e minerais
Na pauta econômica, o Brasil busca a retirada de sanções sobre importações e avalia o risco de novas medidas comerciais, com atenção ao Pix. Em 2025, EUA abriu investigação sob a Seção 301 sobre práticas comerciais, incluindo tecnologia brasileira.
Minas e energia ganharão espaço ao tratar de minerais críticos. Os EUA demonstram interesse em reservas brasileiras de terras raras, consideradas estratégicas para energia, tecnologia e defesa, com abertura para empresas estrangeiras no país.
O governo brasileiro sustenta que não quer ser apenas exportador de commodities, defendendo a promoção da indústria nacional e o fortalecimento de cadeias produtivas locais, ainda que mantenha diálogo aberto com investidores estrangeiros.
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