- A Marinha francesa desloca-se para o sul do Canal de Suez, em direção ao Mar Vermelho, preparando-se para uma possível missão franco-britânica no Estreito de Ormuz.
- O movemento envolve o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle e seus navios de escolta, numa etapa de reposicionamento anunciada após o pronunciamento de Emmanuel Macron em março.
- A coalizão para o estreito envolve França, Reino Unido e mais de cinquenta nações, mas não começará a operar até que a ameaça à navegação diminua e o tráfego seja considerado seguro.
- A operação francesa é distinta da missão de escolta dos Estados Unidos, chamada Projeto Liberdade, com planejamento descrito como defensivo e alinhado ao direito internacional.
- O Irã fechou o estreito em quatro de março, após ataques dos EUA e de Israel; desde então, prêmios de seguros subiram entre quatro e cinco vezes e cerca de dois mil navios seguem encalhados no Golfo.
A Marinha Francesa desloca-se para o sul do Canal de Suez, em direção ao Mar Vermelho, como preparação para uma possível missão no Estreito de Ormuz. A operação faz parte de um plano franco-britânico para reforçar a segurança da passagem marítima.
O movimento envolve o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle e navios de escolta. A iniciativa foi anunciada pelas Forças Armadas da França nesta quarta-feira, 6, como etapa de um posicionamento no Oriente Médio iniciado após o fechamento do estreito pelo Irã.
A manobra ocorre no contexto de tensões na região, com o Irã bloqueando o tráfego desde início de março. A coalizão para Ormuz envolve França, Reino Unido e mais de 50 países, que ainda não autorizou operações até a queda de riscos de navegação e maior segurança marítima.
Planejamento
O presidente Emmanuel Macron e o premier britânico Keir Starmer participaram de uma cúpula em Paris, em 16 de abril, com representantes de mais de 50 países. Militares de mais de 30 nações discutiram detalhes operacionais entre 22 e 23 de abril.
Segundo o porta-voz do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Francesas, o planejamento está concluído e pronto para execução, desde que haja acordo entre os aliados próximos. A missão francesa é distinta do Projeto Liberdade, dos EUA, segundo a defesa francesa.
Contexto regional
A operação visa responder a condições que permitam reagir rapidamente aos desdobramentos no Estreito de Ormuz. Mesmo com o desenrolar diplomático, a ameaça à navegação ainda demanda avaliações sobre segurança para uso do canal.
Estimativas do setor apontam que tarifas de seguro contra riscos de guerra subiram substancialmente desde março, com cerca de 2.000 navios ainda retidos na região, refletindo o impacto das tensões entre potências.
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