- Lula e Trump devem se encontrar na quinta-feira para tratar de temas econômicos, como Pix, minerais críticos e tarifas, além de cooperação no combate ao crime organizado.
- O principal ponto de atrito é a possibilidade dos Estados Unidos classificarem as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.
- O Planalto teme que essa classificação abra espaço para interferência externa no Brasil e avalia o impacto político antes das eleições.
- Flávio Bolsonaro tem defendido a medida para uso eleitoral, o que pode explorar a posição do governo brasileiro sobre o tema.
- Analistas ressaltam que esse assunto representa o maior risco nas relações Brasil–Estados Unidos para a gestão de Lula, mesmo com cooperação já em curso.
O encontro entre Lula da Silva e Donald Trump está marcado para quinta-feira, em meio a discussões sobre cooperação econômica e combate ao crime. O governo brasileiro busca ampliar parcerias, sem abrir margem para intervenções externas.
O tema mais sensível envolve a possível classificação pelo governo americano de facções criminosas brasileiras, como PCC e CV, como grupos terroristas. O Planalto teme impactos na soberania e na política interna.
A viagem, planejada para acontecer nos próximos dias, ocorre enquanto o Itamaraty trabalha para intensificar cooperação com os EUA no combate ao crime transnacional. A pauta inclui cooperação aduaneira e combate ao tráfico.
Contexto
A defesa da resistência brasileira à etiquetagem de terrorismo é citada como potencial tema de campanha por Flávio Bolsonaro, rival de Lula na eleição. A leitura comum é que a postura pode ser explorada para ganhos eleitorais.
Especialistas lembram que a relação com Washington hoje depende de cooperação em áreas legais e de segurança. Casarões aponta vulnerabilidade de Lula caso o tema seja explorado pela oposição.
Segundo relatos, o governo brasileiro já tratou de assuntos como combate à lavagem de dinheiro, tráfico de armas e cooperação na fronteira com os EUA. Em dezembro, Lula e Trump discutiram o diálogo bilateral.
Geraldo Alckmin, vice-presidente, sinalizou que o tema de crime organizado deverá constar da conversa, com possibilidades de acordos para controle de fluxos financeiros e investigações transnacionais.
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