- A polícia alemã realizou operações em cerca de 50 imóveis e outros locais, mirando pessoas suspeitas de integrar grupos criminosos de ultradireita juvenil.
- Os investigados seriam parte de dois grupos, Jung & Stark (JS) e Deutsche Jugend Voran (DJV), que promovem violência e redes nacionais, principalmente via redes sociais.
- Não houve prisões durante os mandados realizados em doze estados, principalmente no leste e sul do país, incluindo Baviera, Berlim, Brandemburgo e Saxônia.
- As autoridades disseram que os envolvidos organizavam atos de violência contra oponentes políticos e supostos pedófilos, com vítimas espancadas por vários agressores.
- Mais de seiscentos policiais participaram das operações, destacando a preocupação com o recrutamento de jovens por grupos de ultradireita; JS e DJV atuam de forma aberta online.
Polícia alemã realizou nesta quarta-feira buscas em cerca de 50 domicílios e locais associados a grupos juvenis de extremra direita. As ações atingiram duas organizações: Jung & Stark (JS) e Deutsche Jugend Voran (DJV).
Procuradores afirmaram que os suspeitos integravam redes nacionais e teriam organizado violência via redes sociais. Não houve prisões na operação, que ocorreu em 12 estados, principalmente no leste e sul do país.
Ação envolveu mais de 600 agentes. Os alvos teriam atacado integrantes da esquerda ou pessoas consideradas pedófilos, com várias vítimas recebendo golpes de diversos aggressões.
As reuniões dos grupos teriam promovido atos de violência contra oponentes políticos e contra pessoas acusadas de pedofilia, segundo as autoridades. DJV já teve um líder condenado.
Julian M., de 24 anos, grupo DJV, foi condenado no ano passado a mais de três anos de prisão por ataques violentos em Berlim contra opositores políticos. A decisão envolveu jovens entre 16 e 23 anos.
JS e DJV mantêm presença pública online, em Telegram, Instagram e outras plataformas. Especialistas ressaltam que os membros costumam ser jovens, com foco em atividades físicas e protestos.
Jakob Guhl, do Institute for Strategic Dialogue, observa que os grupos são militantes e não secretos, com recrutamento voltado a jovens descontentes. As organizações parecem mais abertas que movimentos tradicionais da extrema direita.
Entre na conversa da comunidade