- O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que os EUA buscam forçar a rendição de Teerã por meio de bloqueio naval no Estreito de Ormuz, pressão econômica e manipulação midiática.
- Ghalibaf fez as declarações em meio a avanços nas negociações para encerrar o conflito que começou em fevereiro.
- Washington apresentou um memorando de 14 pontos para formalizar o fim da guerra e estabelecer base para futuras negociações sobre o programa nuclear iraniano, segundo a Axios.
- O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, disse que Teerã está analisando a proposta e enviará a decisão final ao Paquistão, mediador na crise.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou bombardeios caso o acordo seja rejeitado, enquanto as tensões no Estreito de Ormuz diminuíram após a suspensão de uma operação militar de escolta de navios.
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou nesta quarta-feira que os Estados Unidos buscam forçar a rendição de Teerã por meio de bloqueio naval, pressão econômica e ações midiáticas. A declaração foi veiculada em mensagem de voz no Telegram.
Ghalibaf, principal negociador iraniano, comentou o momento de avanços nas tratativas para encerrar o conflito que começou em fevereiro. Ele descreveu o plano americano como uma tentativa de desestabilizar a coesão nacional para obrigar Teerã a recuar.
Progresso nas negociações
O Irã analisa uma proposta de paz apresentada pelos EUA para encerrar o conflito, que está ativo desde 28 de fevereiro. Segundo o portal Axios, o documento contém 14 pontos e prevê uma estrutura para negociações futuras sobre o programa nuclear iraniano.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, informou que Teerã está estudando a proposta e enviará a decisão final ao Paquistão, mediador na crise. Espera-se que um acordo de paz seja firmado, conforme apuração de fontes internacionais.
Ameaças e posicionamento externo
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou publicamente reagir caso o Irã rejeite a proposta, afirmando em suas redes que bombardeios poderiam ocorrer em ritmo maior. A Casa Branca não confirmou detalhes da negociação, mantendo o tom de pressão.
As tensões no Estreito de Ormuz, rota estratégica de transporte marítimo, diminuíram após os EUA suspenderem uma operação militar prevista para acompanhar navios na região, abrindo espaço para o avanço dos contatos diplomáticos.
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