- Pussy Riot e FEMEN protestaram juntas em frente ao Pavilhão Russo na Bienal de Veneza de 2026, sob chuva leve, com tambores, música e fumaça rosa e azul.
- As manifestantes entoaram frases como “Russia kills! Biennale exhibits!” e exibiram balaclavas cor-de-rosa; o grupo contava com algumas dezenas de pessoas.
- Nadya Tolokonnikova, da Pussy Riot, liderou a ação ao lado de FEMEN, e as participantes destacaram a prisão de artistas pró-Ucrânia como exemplo de censura.
- Tolokonnikova sugeriu ocupar o Pavilhão Russo e montar uma mostra alternativa, intitulada “Resistance Imprisoned”, em Strasbourg, que fica em exibição até 31 de maio.
- A manifestação ocorre em meio a controvérsias sobre a participação da Rússia na Bienal, com investigações em curso na Itália sobre irregularidades documentais para a abertura ao público.
Na manhã desta quarta-feira, Pussy Riot e FEMEN realizaram um protesto externo ao Pavilhão Russo da Bienal de Veneza, no Giardini, sob chuva leve. O ato ocorreu por volta das 11h, com dezenas de manifestantes que usavam balaclavas cor-de-rosa e carregavam itens sonoros. As ativistas improvisaram uma performance com fumaça colorida para chamar atenção.
O grupo liderado por Nadya Tolokonnikova, do Pussy Riot, juntou-se à FEMEN na ação. As manifestantes exibiram mensagens pintadas no corpo e entoaram cânticos contra o que descrevem como repressão na Rússia, além de apontar a participação russa na Bienal como contrária à ética de direitos humanos. A intervenção contou com o apoio de observadores e da imprensa.
A performance ocorreu na entrada do pavilhão oficial da Rússia, que está em exibição na edição de 2026 da Bienal. Em meio à cobertura midiática e ao público presente, as atrizes opositoras lançaram fumaça nas cores rosa, azul e amarela, lembrando a bandeira ucraniana.
Contexto e desdobramentos
O protesto acontece em meio a controvérsias sobre a participação da Rússia na Bienal. Antes da abertura à imprensa, o governo italiano abriu uma investigação sobre irregularidades documentais ligadas ao pavilhão russo, incluindo questões de vistos para a delegação. A presença russa gerou críticas de representantes europeus e sanções específicas impostas pela Ucrânia a figuras culturais associadas à Rússia.
Foi divulgado que as ativistas planejam ações paralelas fora do festival, inclusive uma exposição alternativa chamada Resistance Imprisoned, em Strasbourg, que reúne obras de artistas presos ou em causas anti-regime. A iniciativa busca evidenciar casos de prisão relacionados a posições anti-guerra ou pró-Ucrânia.
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