- O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, acusou a Rússia de violar o cessar-fogo iniciado à meia-noite desta quarta-feira (seis).
- Sybiha disse que a Rússia rejeita a paz e que seus apelos por cessar-fogo em nove de maio não têm relação com diplomacia.
- A trégua anunciada nesta quarta-feira foi divulgada na segunda-feira (quatro) pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, após Vladimir Putin anunciar cessar-fogo de vinte e quatro horas entre oito e nove de maio, conforme a agência RIA.
- Putin, segundo o Kremlin, havia levantado a possibilidade de cessar-fogo em ligação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; os EUA vinham mediando negociações entre Rússia e Ucrânia.
- Zelensky afirmou em X que a Ucrânia não foi informada sobre esse acordo e cobrou explicações.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou que a Rússia violou o cessar-fogo iniciado em Kyiv à meia-noite de quarta-feira (6). A operação ocorreu em meio a tentativas de retomar diálogos diplomáticos, conforme relato do governo ucraniano.
Sybiha disse, em publicação na rede X, que os apelos russos por paz não passam de fachada, associando-os a desfiles militares.
Segundo Sybiha, o presidente russo, Vladimir Putin, estaria mais interessado em demonstrações militares do que em salvar vidas.
A trégua de 24 horas, anunciada por Zelensky na segunda-feira (4), foi apresentada pela Ucrânia como medida de confiança após o anúncio de Putin. A data coincide com o Dia da Vitória, comemorado na Rússia.
Contexto diplomático
Putin havia comunicado, segundo a agência estatal russa RIA, a possibilidade de uma trégua entre 8 e 9 de maio.
O objetivo seria facilitar negociações entre Rússia e Ucrânia, com mediação dos Estados Unidos, que teriam feito contato com Moscou. O governo ucraniano, porém, informou por meio de Zelensky que não foi consultado sobre esse acordo.
Reações e desdobramentos
O governo dos EUA afirmou que tem buscado liderar esforços para facilitar negociações entre as partes. Zelensky afirmou, em rede social, que não recebeu confirmação formal sobre o acordo russo e cobrou esclarecimentos sobre as tratativas.
A situação intensifica o debate sobre a viabilidade de cessar-fogo em meio a tensões regionais.
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