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Venezuela indica à Corte da ONU que parte rica em minerais da Guiana foi tomada na era colonial

Venezuela sustenta que o Essequibo foi fraudulosamente tomado no colonialismo; aponta o acordo de 1966 como base para solução, contestando a jurisdição da ICJ

The Essequibo River flows through Kurupukari crossing in Guyana, Nov. 19, 2023. Image by Juan Pablo Arraez via Associated Press.
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  • A Venezuela afirmou ao Tribunal Internacional de Justiça, em Haia, que a região rica em minerais de Essequibo, disputada com a Guiana, foi “fraudulentamente” tomada no período colonial.
  • A defesa sustenta que o acordo de Genebra de mil novecentos e sessenta e seis estabelece o caminho para resolver a disputa e anula a decisão de mil oitocentos noventa e nove, que traçou a fronteira em grande parte a favor de Guiana.
  • A Guiana diz que setenta por cento do território está em jogo e que a área fica próxima a grandes depósitos de petróleo offshore.
  • O tribunal deve levar meses para proferir uma decisão final e vinculante sobre o caso.
  • A disputa envolve recursos como ouro, diamantes, madeira e outras riquezas naturais da região.

A Venezuela pediu ao Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), em Haia, que a questão de uma região rica em minerais em Guiana seja resolvida com base no acordo de 1966 assinado em Genebra, e não pela decisão de arbitragem do século 19. Os detalhes foram apresentados durante a primeira semana de audiências entre os países vizinhos, que disputam a área de Essequibo.

O governo venezuelano sustenta que a área, que já foi parte de seus limites durante a era colonial espanhola, foi tomada de forma fraudulenta na arbitragem de 1899. O país afirma que o acordo de 1966 estabelece um marco para uma solução negocial que substitui o veredito anterior.

Os representantes venezuelanos afirmaram que a jurisdição do TIJ foi criada de modo indevido em 2020 e que o enquadramento do litígio pela Geneva Agreement é a via adequada para a resolução pacífica. Eles disseram que o objetivo é corrigir uma injustiça histórica.

Por outro lado, o chanceler de Guiana, High Hilton Todd, argumentou que o conflito envolve cerca de 70% do território do país e que a disputa tem impactado a soberania desde o início. O ministro afirmou que o país não renunciará à integridade de suas fronteiras.

O TIJ, sediado em Haia, atua com foco na verdade factual e jurídica apresentada pelas partes, com previsão de levar meses para proferir uma decisão final. A audiência atual envolve troca de argumentos sobre a fundamentação legal de cada posição.

A região de Essequibo é conhecida pela presença de ouro, diamantes, madeira e outros recursos naturais, além de estar próxima a grandes reservas offshore de petróleo. O resultado do caso pode redefinir as fronteiras entre os dois Estados sul-americanos.

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